Estive em IlhaBela no feriado do aniversário de SP e é claro que quem me conhece sabe que as maiores atrações da viagem não foram as praias, quem dirá os esportes náuticos.
Meu maior interesse era por conhecer os restaurantes ou similares mais comentados da Ilha. E neles eu estive.
Obs: pra não dizer que eu sou uma gulosa doentia, conheci a Ilha de Norte a Sul e me livrei da tonalidade de palmito em conserva que minha pele ostentava. Foto abaixo que comprova:

Recebemos a indicação de um amigo para irmos ao Nova Iorqui – com “i” mesmo – que ficava no final do fim do resto da ilha, mas que valia muito a pena. Acabamos esquecendo e por sorte, chegamos ao final do asfalto no lado Sul e eis que o dito cujo estava lá. Com uma réplica da estátua da Liberdade ornamentando a fachada e tudo mais.

Antes de chegar até lá é bom se preparar fisicamente para a batalha com os borrachudos. Um bom banho de citronela liquida ajuda bastante!
O Nova Iorqui é o restaurante de uma Pousada e basicamente conta com nada de estrutura. Mas conta com algo muito melhor: lulas gordinhas e macias.
Optamos pelas Lulas recheadas (metade com farofa e metade com requeijão) e gratinadas – sendo as lulas fatiadas, eu encarei o prato como um “escondidinho de lula”.
E olha, tava bom viu?

A metade que era recheada com farofa (dir.) estava infinitamente melhor que a outra, recheada de requeijão (esq).
Primeiro pq a farofa estava mega úmida e super bem temperada. Segundo porque a versão de requeijão era muito enjoativa devido ao alto teor de queijo na porção.
Sintam o drama.
Para acompanhar só mesmo um pirãozinho com arroz branco – isso porque eu teimo em provar todos os “pirões” por onde passo.
A conta para dois saiu mais ou menos 150 reais e saí de lá com marmitas contendo metade de tudo que pedimos – ou seja, pratos IMENSOS.

Após essa ótima experiência, vagamos pela Vilinha – onde é o buxixo da Ilha – algumas muitas vezes em busca de algo para comer. E sempre passávamos em frente ao Carol Bistrô, sempre cheio, em sua pequenez , de senhores com cara de “proprietários de grandes barcos que flutuam logo adiante”.
Como pensamos e logo existimos, estávamos crentes que aquilo ali não era pro nosso bico.
Mas como a persistência é a alma do negócio…no último dia, após o check out no hotel, fomos até lá conferir qualéqueera a desse Bistrô. E aí que a raiva veio – por nos depararmos com um cardápio LINDO, cheio de tudo que eu mais amo e a preços mais do que aceitáveis.
C ‘est la vie!

O lugar estava absolutamente vazio e uma super simpática e não inconveniente garçonete veio nos atender. Na hora já sabia que o negócio ia ser bom.
Dali um pouco chega a dona do restaurante e na sequência os pais dela – que se sentam na mesa atrás da nossa e com a maior naturalidade do mundo puxam um papo gostoso conosco.
Sei que ao final da refeição eu já estava me sentindo tão em casa que quase fui atender a dois gringos que chegaram pedindo caipirinhas para a garçonete, que se enrolava ao arranhar um fraco, porém bem intencionado inglês.
O Carol tem uma decoração clean e a música ambiente remete a França e aos EUA de décadas atrás – quando a qualidade musical ainda era sensacional.



O cardápio inclui itens como: Lula com lascas de amêndoas (R$ 22,00), Carpaccio de abobrinha com pesto, salmão defumado e queijo de cabra (R$21,00) e a maravilhosa, cremosa, saborosa e perfumada Casquinha de Siri (R$ 12,00) da foto abaixo:

Dentre os pratos principais servidos estão: Capellini trufado com shiitake, abobrinha e tomate cereja (R$ 36,00), Risoto de camarão, damasco e brie (R$ 49,00) que OBVIAMENTE eu escolhi e o prato do namorado, Penne com molho de tomates frescos, mussarelas de búfala e azeitonas pretas (R$ 34,00).
Preparem-se psicologicamente para encararem as fotos a seguir:

Simplesmente SENSACIONAL!
Arroz arboreo de verdade com cozimento perfeito, sabores que não se sobrepõe e camarões tão frescos como se tivessem sido pescados na hora. Você sente nitidamente o sabor do queijo, o adocicado do damasco e a presença do camarão sem que todos esses fatores briguem entre si.
Comi o prato do começo ao fim sem dar um piu de tão bom que estava.

A massa do namorado estava exemplar. Molho bem apurado e temperado, penne al dente e filé rosado por dentro e super macio.
Juro que nem estava querendo sobremesa, depois de ir ao céu e voltar com o meu risoto, mas tudo estava indo tão bem que não pude me negar a provar alguma coisa.
Escolhi o Creme Italiano com calda de frutas vermelhas e para o namorado um brownie com calda de chocolate meio amargo.

O creme, que eu só sei que é feito a base de creme de leito fresco, é extremamente leve. Não tem um pingo de nada que te faça achar que ele é gorduroso, mas sim uma sobremesa angelical! ahahha PERIGO!!

Pra ser bem sincera, já comi brownies melhores. Na minha opinião esse tinha muitas nozes e estava um tanto esfarelento.
Mas a opinião final é que o Bistrô Carol deveria abrir suas portas em SP e contar com uma devota e apaixonada cliente.
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