Archive for janeiro, 2011

31 janeiro
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Arroz, oras pois!

Cansou do arroz branco de todo dia mas também não quer ter o dobro do trabalho para inovar?

O Arroz Escuro é a pedida certa nesse caso – e em muitos outros!

Essa é uma receita portuguesa que eu aprendi com um casal de amigos, o Vitor e a Tati. Super simples, não te faz sair atrás de ingredientes mirabolantes e é garantia de sucesso em qualquer mesa.

Ele tem gosto de aconchego, sabe?

Receita de Arroz escuro (para 6 pessoas)

2 copos de arroz (usamos o Prato Fino)

4 copos de água

2 cebolas grandes cortadas em cubinhos bem pequenos (ou moída, caso você seja que nem eu – aversa ao cheiro que fica na mão)

Óleo para refogar as cebolas

Alho picadinho a gosto

2 caldos de legumes

O esquema aqui é muito fácil. Para que o arroz fique com essa corzinha saudável, basta refogar na panela durante um bom tempo (em fogo baixo, senão elas queimam rápido) as cebolas com um fiozinho de óleo e o alho (coloco o alho mais para o final, para não correr o risco de ficar amargo).

Quando elas começarem a secar na panela e ainda não estiverem douradas o suficiente, adicione um tico de água. Assim elas se dissolvem e não grudam ou queimam.

Veja só o tom ideal da cebola para que em seguida seja adicionado o arroz:

Depois disso basta colocar toda a água que a receita pede e os caldos de legumes. Só mexer e esperar secar.

Ele acompanha bem qualquer coisa. Até puro é maravilhoso! :)

No dia em que fizemos esse arroz, contamos também com uma espécie de coquetel de camarões: cada um pega o seu e molha em uma maionese caseira que me conquistou, peixes assados e também o delicioso creme de milho da Tati  - só que não lembro das demais receitas e, para ajudar, consegui corromper essas fotos na minha máquina. Fuen fuen fuen…

Juro que da próxima vez anoto TUDO e não destruo NADA. ;)

 

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28 janeiro
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O fino da bossa – Garcia & Rodrigues SP

Aqui pertinho do trabalho fica o Shopping Vila Olímpia e dentro dele está o Garcia e Rodrigues – o intocável.

Assim que ele foi inaugurado, me lembrei de já ter lido esse nome em revistas do tipo “Quem”, sempre relacionando aos famosos do Rio que vão jantar em lugares bacanas. Eis que fui até lá xeretar o cardápio e né…tá fácil almoçar de segunda a sexta gastando 70 reais por pessoa, não é mesmo? NOT

A vontade foi guardada aqui dentro desse ser mastiguento até que apareceu a oportunidade. “Precisamos levar um amigo gringo para um almoço bacana de despedida do Brasil”. BINGO! Garcia e Rodrigues for sure.

Johnny, o gringo pivô do almoço fino de meio da semana

O Garcia é um dos restaurantes mais pomposos do RJ, possui duas unidades: uma na Barra e outra no Leblon (oi? Point de endinheirados e globais) é comandado por um chef experiente em cozinha de Paris e NY, apresenta um cardápio requintado e ao mesmo tempo acolhedor. Eles também são uma boulangerie, que produz delícias como o clafoutis de framboesa, que é de lamber os beiços.

Ah, os sorvetes de lá são um caso a parte. Os de cupuaçu e hortelã estão no topo da minha lista de favoritos.

Vamos às escolhas dos pratos no dia em que visitamos o Garcia:

Eu e  Juka queríamos o Ravioli de queijo de cabra ao bouillon de frango com ervas frescas (R$ 33,00), mas como já é de costume tudo o que queremos, em todos os lugares, JÁ ACABOU. Guardemos a lombriga.

Diante da desilusão, optei pelo Penne com salmão ao creme de anetho (R$ 39,00).

Descobri que o tal do anetho é o dill, e que eu nunca tinha comido dill

Dill (Anetho graveolens): erva europeia, anual e muito sensível à umidade e ao calor. Se desenvolve bem nas estações mais frias. Prefere canteiros a vasos e precisam ser plantadas em locais bem drenados.

A massa estava muito boa mas o salmão e o anetho não empolgaram. Básico do básico, mas todos os ingredientes eram de alta qualidade.

Juka, que odeia cogumelos, decidiu arriscar e pediu um Risoto de aspargos com shiitake (R$ 49,00)

Eu estava quase trocando meu prato pelo dela, fácil. Que risoto delicioso e farto em recheio. Sabor marcante de um provável caldo dos shiitakes e um arroz bem al dente (como eu prefiro).

Johnny, o gringo light, pediu um Frango com legumes e espinafre que eu não experimentei, mas fotografei:

Bonito estava!

Para finalizar, pedimos uma bola de sorvete cada um e pagamos a gorda conta de R$ 65,00 reais por cabeça.

Veja só a felicidade do garçom em receber nosso rico dinheirinho.

Volto lá para o namorado provar o Risoto de aspargos e para, finalmente, me deliciar com o Ravioli de queijo de cabra. ;)

 

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28 janeiro
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Amores de praia que não sobem a serra

Estive em IlhaBela no feriado do aniversário de SP e é claro que quem me conhece sabe que as maiores atrações da viagem não foram as praias, quem dirá os esportes náuticos.

Meu maior interesse era por conhecer os restaurantes ou similares mais comentados da Ilha. E neles eu estive. :)

Obs: pra não dizer que eu sou uma gulosa doentia, conheci a Ilha de Norte a Sul e me livrei da tonalidade de palmito em conserva que minha pele ostentava. Foto abaixo que comprova:

Recebemos a indicação de um amigo para irmos ao Nova Iorqui – com “i” mesmo – que ficava no final do fim do resto da ilha, mas que valia muito a pena. Acabamos esquecendo e por sorte, chegamos ao final do asfalto no lado Sul e eis que o dito cujo estava lá. Com uma réplica da estátua da Liberdade ornamentando a fachada e tudo mais.

Antes de chegar até lá é bom se preparar fisicamente para a batalha com  os borrachudos. Um bom banho de citronela liquida ajuda bastante!

O Nova Iorqui é o restaurante de uma Pousada e basicamente conta com nada de estrutura. Mas conta com algo muito melhor: lulas gordinhas e macias. :)

Optamos pelas Lulas recheadas (metade com farofa  e metade com requeijão) e gratinadas – sendo as lulas fatiadas, eu encarei o prato como um “escondidinho de lula”.

E olha, tava bom viu?

A metade que era recheada com farofa (dir.) estava infinitamente melhor que a outra, recheada de requeijão (esq).

Primeiro pq a farofa estava mega úmida e super bem temperada. Segundo porque a versão de requeijão era muito enjoativa devido ao alto teor de queijo na porção.

Sintam o drama.

Para acompanhar só mesmo um pirãozinho com arroz branco – isso porque eu teimo em provar todos os “pirões” por onde passo.

A conta para dois saiu mais ou menos 150 reais e saí de lá com marmitas contendo metade de tudo que pedimos – ou seja, pratos IMENSOS.

Após essa ótima experiência, vagamos pela Vilinha – onde é o buxixo da Ilha – algumas muitas vezes em busca de algo para comer. E sempre passávamos em frente ao Carol Bistrô, sempre cheio, em sua pequenez , de senhores com cara de “proprietários de grandes barcos que flutuam logo adiante”.

Como pensamos e logo existimos, estávamos crentes que aquilo ali não era pro nosso bico.

Mas como a persistência é a alma do negócio…no último dia, após o check out no hotel, fomos até lá conferir qualéqueera a desse Bistrô. E aí que a raiva veio – por nos depararmos com um cardápio LINDO, cheio de tudo que eu mais amo e a preços mais do que aceitáveis.

C ‘est la vie!

O lugar estava absolutamente vazio e uma super simpática e não inconveniente garçonete veio nos atender. Na hora já sabia que o negócio ia ser bom.

Dali um pouco chega a dona do restaurante e na sequência os pais dela – que se sentam na mesa atrás da nossa e com a maior naturalidade do mundo puxam um papo gostoso conosco.

Sei que ao final da refeição eu já estava me sentindo tão em casa que quase fui atender a dois gringos que chegaram pedindo caipirinhas para a garçonete, que se enrolava ao arranhar um fraco, porém bem intencionado inglês.

O Carol tem uma decoração clean e a música ambiente remete a França e aos EUA de décadas atrás – quando a qualidade musical ainda era sensacional.

O cardápio inclui itens como: Lula com lascas de amêndoas (R$ 22,00), Carpaccio de abobrinha com pesto, salmão defumado e queijo de cabra (R$21,00) e a maravilhosa, cremosa, saborosa e perfumada Casquinha de Siri (R$ 12,00) da foto abaixo:

Dentre os pratos principais servidos estão: Capellini trufado com shiitake, abobrinha e tomate cereja (R$ 36,00), Risoto de camarão, damasco e brie (R$ 49,00) que OBVIAMENTE eu escolhi e o prato do namorado, Penne com molho de tomates frescos, mussarelas de búfala e azeitonas pretas (R$ 34,00).

Preparem-se psicologicamente para encararem as fotos a seguir:

Simplesmente SENSACIONAL!

Arroz arboreo de verdade com cozimento perfeito, sabores que não se sobrepõe e camarões tão frescos como se tivessem sido pescados na hora. Você sente nitidamente o sabor do queijo, o adocicado do damasco e a presença do camarão sem que todos esses fatores briguem entre si.

Comi o prato do começo ao fim sem dar um piu de tão bom que estava.

A massa do namorado estava exemplar. Molho bem apurado e temperado, penne al dente e filé rosado por dentro e super macio.

Juro que nem estava querendo sobremesa, depois de ir ao céu e voltar com o meu risoto, mas tudo estava indo tão bem que não pude me negar a provar alguma coisa.

Escolhi o Creme Italiano com calda de frutas vermelhas  e para o namorado um brownie com calda de chocolate meio amargo.

O creme, que eu só sei que é feito a base de creme de leito fresco, é extremamente leve. Não tem um pingo de nada que te faça achar que ele é gorduroso, mas sim uma sobremesa angelical! ahahha PERIGO!!

Pra ser bem sincera, já comi brownies melhores. Na minha opinião esse tinha muitas nozes e estava um tanto esfarelento.

Mas a opinião final é que o Bistrô Carol deveria abrir suas portas em SP e contar com uma devota e apaixonada cliente. ;)

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11 janeiro
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Ooh lah lah, Chez Nohad! (FECHADO)

Amante que sou de comida árabe/libanesa/marroquina/whatever, estava cultivando dentro do meu ser uma grande lombriga para conhecer o tão comentado Chez Nohad.

Aberto há mais ou menos um ano, ele fica meio escondidinho nos Jardins e requer reserva. A casa está sempre cheia, uma vez que não dispõe de muitas mesas – o que eu acho até bom, porque você come em paz, sem se acotovelar com o vizinho.

O ambiente é muito bacana e a parte de baixo lembra muito mais a casa do Tio Ali do século 21 do que a de cima. Então, tente ficar por lá mesmo.

Desde que li esse post da Ailin, tive a certeza de que iria amar o restaurante. Não tinha como ser ruim!

Eis que o Chez Nohad fez uma promoção em um Peixe Urbano da vida e pronto, juntei a fome com a vontade de comer – literalmente.

Para começar pedi a Esfiha Especial da Casa (+ ou – uns R$ 5,00), ou a Mais Deliciosa da Minha Vida. Ela é forte, afinal de contas leva salaminho árabe e queijo de cabra, mas quem liga? Não comeria 5 dessas, mas uma já bastou para me conquistar.

Minha acompanhante foi de Esfiha folhada de verdura que parecia ter uma massa bem leve. Nada muito gordurento como se vê por aí quando se trata de folhados.

Fico ainda na vontade de provar o Kibe recheado de Coalhada. Oh God!

O prato principal ficou por conta do Frango Al-Rhasmatt (não lembro exatamente o preço, mas devia ser por volta de R$ 50,00)Frango flambado no conhaque, preparado ao molho de açafrão e alecrim, juntamente com batatas sauteé, damascos, uvas passas e castanhas de caju. Acompanha arroz aletria com amêndoas laminadas.”


Eu não sei, mas tenho dúvidas se preciso comentar sobre ele. Porque né…me soa como uma das melhores combinações possíveis e imagináveis.

Os pedaços de frango são impecáveis, carnudos e convivem junto com um molho encorpado e perfumado. A combinação das frutas com o sabor marcante do açafrão não poderia ser melhor. Memorável criação da chef Nohad El Kadre.

Ah, esse prato serve tranquilamente duas pessoas. Saber disso evita que você peça dois, como fizemos, e tenha que levar marmita para casa.  ;)

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10 janeiro
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Desfrutti Vila Olímpia

Quem trabalha pela região já deve ter ouvido falar dos restaurantes Desfrutti. Eles estão espalhados por aí, pelos Jardins, Itaim, Morumbi e aqui pertinho do escritório que trabalho.

O problema é que a maioria deles, principalmente o da Faria Lima e da Peixoto Gomide, vivem lotados. É uma epopéia até que se consiga uma mesa, a ventilação geralmente é escassa, os garçons vivem atazanados de tantos pedidos rolando ao mesmo tempo…enfim. Há que se ter paciência.

Já o da Vila Olímpia podemo dizer que é um dos mais tranquilinhos. Ainda é possível chegar e pegar mesa sem enfrentar espera.

Mesmo diante de todos pontos citados anteriormente, o Desfrutti é um lugar bacana para quem busca opções mais leves, frescas e naturais na hora do almoço.

Saladas, wraps, crepes doces e salgados, grelhados, cremes na tigela e sucos inventivos compõe o cardápio do lugar.

Veja o que, tipicamente, eu e Ju Pileggi pedimos por lá:

Suco de água de coco com uva roxa (R$5,40). Estão aprovadas também as opções de blueberry com limão e a que leva mel, goiaba, água de coco e hortelã. CUIDADO: perceba que o copo é gigante e pode arruinar com seu apetite caso o prato demore um pouco para chegar a mesa.

O meu prato preferido de lá é o wrap quente Biarritz que leva tudo de melhor nessa vida: queijo branco, queijo de cabra, uva passa e tomate seco. (R$ 19,90) Parece ser humilde, mas dá para sair de lá super satisfeito depois de um desses. Ele chega a mesa estalando de crocante, bem recheado e farto em queijo de cabra. Delícia!

Os crepes também são uma boa pedida e imensos, tipo o dobro do wrap. Alguns recheios deixam a desejar no tempero, como o de strogonoff de frango – um creme pálido e sem gosto. Os de carne seca, chilli e shitake com shimeji não costumam desapontar

E para manter a linha “garotapseudofinanatureba”, arremato o almoço com um creme pequeno de frutas vermelhas (R$ 10,90). Que olha, não me pega mais…vem atolado de açúcar de você sentir os grãozinhos pela boca. Desnecessário!

 

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