Archive for fevereiro, 2011

24 fevereiro
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Madureira Sucos – o retorno

Pois bem, saí correndo do escritório para almoçar antes que toda água do mundo voltasse a cair do céu e pensei em fazer uma nova visita ao restauranteco mais próximo e apetitoso dessa quadra: o Madureira, que apareceu aqui pela primeira vez na semana passada.

Perceba que eu gostei do lugar. E hoje foi diferente, tudo que eu pedi estava de médio para baixo no quesito tempero.

Escolhi a Omelete de peito de peru, queijo branco, tomate e manjericão (R$ 13,50) que é do tamanho do mundo. Até me assustei quando o prato chegou à mesa.

Ela estava super bem recheada, que dava até gosto. E  também dava pra alimentar uma família de pigmeus inteira . O problema é que esse bolachão estava praticamente 100% insosso. Gente, cadê o tempero? Cadê o sal? Cadê a graça da comida?

Ok. Essa, a de comer até o final a tal da omelete, seria minha única dura missão do dia se não fosse pelo fato de eu também ter pedido um Kibe de soja com recheio de ricota (R$ 9,00 e alguma coisa).

Às vezes eu acho que sou muito tapada e ninguém me avisou, pq a não ser em Mônaco, em nenhum outro lugar do mundo um kibe custaria 9 reais. A não ser que ele valha por 4 kibes normais.

O kibe era do tamanho de uma laranja Bahia e massudo. Massudo e sem sabor. Não sei, talvez o cozinheiro estivesse sem “mão” no dia.

Resumo da história, comi a omelete até quase explodir e tentando deixar o mínimo possível no prato e só aguentei duas garfadas do pesado kibe.

Pra me ver com a consciência pesada, é simples. Basta eu por algum motivo de força maior, ter que deixar mais do que migalhas no prato.

Como eu estava deveras triste com essa refeição furada, me recompensei pedindo um Brigadeiro de colher (oi? coisa de gorda safada).

Ele tem aquele gostinho de fundo de panela, sabe? Adoro! Mas é super doce (tô ficando meio velha, ao ponto de achar melhor que os brigadeiros sejam feitos com aqueles chocolates em pó bem amargos) e se você não for formigona, desista.  Não passa da segunda colherada!

Com a consciência ainda mais pesada – agora não só ela mais pesada – fui embora pensando que bom mesmo era o mega pedaço de torta de frango da semana passada. ;)

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23 fevereiro
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Hamburger das antigas – Lanchonete da Cidade

Depois de toda “uma vida” indo ao The Fifties – que eu não morro de amores, mas o namorado sim – descobrimos os prazeres da Lanchonete da Cidade.

Eu já tinha ido na unidade dos Jardins há uns bons 5 ou 6 anos atrás e nunca mais voltei. Daí esses dias me deu a louca pra ver como é que andavam as coisas por lá e, para minha surpresa, descobri que melhoraram muito.  Ou seja, devia ter acreditado nas críticas elogiosas feitas por diversos jornais e revistas a essa lanchonete que parece ter parado no tempo em toda sua ambientação.

Invariavelmente espera-se por uma mesa, nem que seja por 5 ou 10 minutos nos dias de semana ou 40 minutos em uma sexta-feira – se for esse o caso, não se faça de “saudável” e peça uma Batata da Cidade (R$ 12,50) para devorar em uma das mesinhas bistrô que ficam na calçada.

Essa batata é assim, algo fora do comum. É bem gorda, totalmente macia por dentro, com esses raminhos de alecrim por cima e acompanhada por alguns dentes de alho com casca e tudo – esses que devem ser jogados na fritadeira junto com as batatas, pois chegam a mesa inteiramente cremosos e, por consequência, irresistíveis.   Eu como eles inteiros e ó..tô nem aí se era para ser um mísero enfeite ou saborizador de batatas fritas. :)

A Batata Rústica (R$12,50) segue na mesma linha da citada acima, porém é cortada em rodelas e com a casca. Eu achei um tico seca, sem a maciez que tanto me agrada.

Para dar sequência no cardápio de gordices, sugiro os milkshakes de Gianduia ou/e Doce de Leite com Nutella (R$ 16,50 cada e servem duas pessoas que não queiram comprometer o resto da comilança).

O de Gianduia é tipo Ferrero Rocher semi-líquido. E o de Doce de Leite com Nutella é muito menos enjoativo do que se imagina em um primeiro instante. Pra resumir: são bons pra burro! Esse que é o único problema…

Milkshake de Doce de Leite com Nutella

Aí chega a parte dura. Escolher um dos inúmeros lanches apetitosos que estão no cardápio.

Como eu adoro inventar moda, pedi um simples hamburger especial (180g) e acrescentei queijo feta (R$ 24,50). Oh My! Juro que nunca comi com tanta satisfação um hamburger em toda minha vida. Carne ao ponto, delicadamente rosada no meio, queijo saborosíssimo, pão macio…

Uma amiga pediu o lanche Moraes (hamburger, queijo da casa, agrião , tomate e alho frito – R$ 26,50), que muito me atraiu também pois é carregado no alho (aloca do alho).

 

E o namorado escolheu a novidade da casa, o Bombom a La Presse – hamburger prensado com rodelas de mussarela de búfala, tomate + batata parafuso (R$ 28,00)

No cardápio não estava escrito, mas esse lanche vem com molho pesto e o namorado amou.

Aí vem a parte que faz com que todos entendam porque não há jeito de se emagrecer nessa vida: depois de tanta fartura, ainda pedimos de sobremesa um pudim de leite (R$ 9,00) por casal.

Que pudim diliça! Sem nenhum buraquinho, com gosto de feito em casa e uma calda levemente queimada.

Olha, sei não, mas acho melhor eu ir morar a léguas da unidade Jardins antes que seja tarde demais. ;)

 

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18 fevereiro
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Madureira Sucos

Desde que eu trabalho na Vila Olímpia eu passo na frente do Madureira Sucos e nunca entro. Ou melhor, nunca TINHA ENTRADO.

O pior de tudo é que não sei como meu ímã para coisas meio naturebas nunca me arrastou para dentro desse sobrado de paredes pink e verde – quem passa na porta não deve dar nada para o pequeno salão do térreo, mas não imagina a deliciosa parte superior que ele abriga.  ( e eu também não posso fazer vocês visualizarem, uma vez que não tenho uma mísera foto do ambiente. :( )

Enfim, o cardápio de lá me deixou debruçada sobre a pequena mesa ao sol na qual me sentei por pelo menos 10 minutos, tamanha é a variedade de itens que eles oferecem.

Que eu me lembre de cabeça tinham comidinhas para café da manhã, saladas, omeletes, sucos (simples, funcionais, da casa, smoothies e vitaminas), cremes na tigela, lanches, saladas, tortas e sobremesas. Ufa!

Os preços não são os mais baratos, mas depois que atestei a qualidade do que provei até que reconsiderei meu peso na consciência ao pagar a conta.

Bom, é claro que eu fiquei super na dúvida para escolher meu almoço diante de tantas opções, mas não resisti ao ver passar por mim o maior pedaço de torta (R$ 11,50 +ou -) já servido em algum lugar ever.

Entre os sabores de alho poró, palmito, ricota com espinafre e galinha com milho, fiquei com o último.

Olha a altura dessa torta!!! Tudo isso recheado com o mais leve e bem temperado dos recheios, uma massa fininha e nada pesada. Pirei!

Para acompanhar pedi um suco funcional (R$ 6,50): o EMAGRECEDOR (oi?) feito de maçã, damasco e canela. Não curti. Preciso aprender que suco de maçã natural geralmente é difícil ser bom, fica aquela coisa bifásica horrorosa, com gosto de pouca coisa…

No final da torta eu é que já estava quase torta, de tão satisfeita. Mas como a BOCCANERVOSICE fala mais alto, fui obrigada a provar uma sobremesa.

Vi que na mesa do lado pediram um lindo e imenso brigadeiro de colher (acho que uns R$ 5,00) , que foi intensamente elogiado pelas duas meninas que se fartavam do doce. Aí pensei : “Não vou ser gorda a esse ponto, vou pedir um humilde pedaço de bolo de cenoura”.

Nessa foto (roubada daqui) você pode perceber que troquei 6 por meia dúzia. O bolo era fofo, alto, morninho e coberto com uma calda de chocolate bem suave.

Quem duvida que eu comi tudo e ainda raspei o prato?

O Madureira Sucos é do mesmo dono do Vaca Véia, e além dessa unidade que eu passarei a frequentar a partir de agora (na Rua Ramos Batista, 372) eles tem uma unidade na Rua João Cachoeira, 217.

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04 fevereiro
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A Paella do Pepe

Desde pequena estou acostumada a comer muitos peixes e frutos do mar, pois um primo meu era dono de uma peixaria e tal. Sem contar que ele era o maior (em muitos sentidos, rs) paelleiro da Baixada Santista!!  Até hoje sinto saudades dele e como não podia deixar de ser, das delícias que saiam daquele fogão :)

A Paella do Don

 

Quando eu cresci, percebi que a paella não era um prato comum, mas sim algo elaborado que criava até um forte desejo nas pessoas que nunca tinham comido – talvez por falta de acesso, de condições, etc.

Convenhamos que a tal da paella no Brasil é um prato salgado. Paga-se pelo menos R$150,00 por uma porção que serve duas pessoas.

O engraçado é que a origem da paella segue a mesma linha da feijoada. Classes menos abastadas da Espanha juntavam ao arroz  todos os itens comestíveis disponíveis  e conseguiam ter uma refeição substanciosa a partir disso. Ou seja, uma comida do povo e que hoje em dia se restringe aos “que mais podem” – fato que ocorre pelo uso abundante de frutos do mar como lulas, camarões, lagostins, vôngoles e mariscos nas receitas brasileiras.

Mas tem um lugar em SP que vai contra essa maré. O Paellas Pepe, uma casinha perdida no meio do Ipiranga, serve de terça a domingo a típica paella valenciana, que é preparada diariamente de acordo com o número de reservas e na frente dos clientes. O melhor vem agora: por R$ 39,90 você come paella até dizer chega.

Então a dica é chegar cedo, para acompanhar desde o início a confecção dessa delícia – que pode levar até 2 horas.

Quando os generosos camarões e diversos lagostins são colocados em cima da paella, se prepare, pois o sino vai tocar. Aí é aquele forfé: todos se levantam das mesas e formam uma longa fila para serem servidos, as tiazocas mais velhinhas se jogam no começo da fila já com a identidade em punho para comprovarem fazer parte da terceira idade e por aí vai.

Espere a poeira baixar e vá até a mesa da paella. Não se preocupe se os frutos do mar que a enfeitam já tiverem sido levados pela horda de famintos, pois a chefe repõe os camarões e afins a cada vez que eles somem dali.

Sendo sincera posso dizer que me surpreendi com a qualidade da paella: frutos do mar super frescos, arroz soltinho e bem temperado com um açafrão potente. Só senti que o sal estava quase extrapolando o limite do agradável – um tico a mais e o prato estaria arruinado.

Um ponto bem fraco do restaurante foi notado quando meu namorado, “exausto” de comer peixes em Ilhabela, escolheu um Filé Mignon Grelhado (R$33,50) que estava no cardápio. Antes mesmo do garçom colocar o prato na mesa, percebemos que aquela carne nem em outra vida seria um filé mignon.  Ao provarmos um pedacinho ficou provado que era uma original carne de segunda.

Mas o pior nã foi nem isso. Educadamente informei ao garçom que aquilo só seria um filé mignon quando eu fosse a Gisele Bundchen e pedi que ele voltasse com o prato a cozinha para questionar ao cozinheiro. Eis que o rapaz volta…dizendo que “não minha senhora, o chef me garantiu que é um filé”. Então tá, né?!

Como a jarra de sangria que tomei já tinha semi-anestesiado essa pessoa que vos fala, não houve força no mundo que me fizesse levar para frente a discussão. Só agradeci mais uma vez por nunca me cansar de comer frutos do mar e ter comido naquela noite uma bela paella como há tempos não comia. ;)

 

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01 fevereiro
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Risca faca, garfo e tudo mais

Todo gringo que vem a trabalho para São Paulo fica se coçando de vontade para conhecer lugares estratégicos como o Rio de Janeiro e algum ponto do Nordeste. Afinal de contas são eles que fazem a grande fama do Brasil lá fora.

Como muitas vezes fica impossível deles saírem desembestados pelo país o jeito é arrumar  por aqui mesmo locais que reproduzam com alguma fidelidade o espírito desses lugares.

Uma boa dica que eu dou é o Andrade, lá em Pinheiros, que tem o ambiente mais nordestino que eu já visitei em toda minha vida. Tá, eu ainda não fui ao CTN então, por enquanto, o Andrade tá levando vantagem.

Tirando o calor do sertão que faz lá dentro (faz parte da ambientação, gente. rs) o resto “vale a pena”.

Vale a pena porque o Andrade é um restaurante que beira o “temático” quando comparado com o padrão paulistano: tudo é super simples, desde os talheres iguais aos da sua casa, passando pelos ventiladores de teto que parecem estar prestes a levantar vôo, chegando a precariedade no atendimento – que é feito por simpáticos garçons arretados, mas que vez ou outra esquecem de algumas coisinhas no seu pedido. Nada que vá matar alguém de catapora, certo?

Rola um forrózinho nos jantares de terça a sábado e durante todo o domingo e o pessoal não passa vontade não – a “pista” fica repleta de casais bailando ao som do triângulo e da sanfona.

Entenda toda essa agitação como algo que não vai permitir que longos papos rolem na sua mesa. Seja esperto e aproveite muito bem os intervalos dos músicos.

Mas né…vamos ao que interessa – e eu sei que nem preciso dizer o que é.

Da primeira vez que estive lá, em um evento corporativo, fui muito da ousada e pedi o Filé de lagosta com leite de côco, dendê, hortelã, abacaxi e manga (R$ 125,00 p/ 2 pessoas). Estava divina e eu nunca mais esqueci dela – uma combinação forte e fresca ao mesmo tempo. Ui!

Nessa última visita, como estávamos com Jhonny – O gringo, tentei pescar pratos que fossem bem representativos:

Bolinhos de Mandioca com Carne Seca (R$ 26,00 a porção com 8 unidades)

Resumindo: eles são enormes, a massa tem pedaços de mandioca de verdade, o recheio é limpo (sem melecas e gordurinhas que me deixam TENSA) e cheio de coentro – que eu nem consegui sentir o gosto de TÃO BOM que estava.

Mas o fato é que ele existe e quem não suporta o tal tempero nem deve tentar pedir essa entrada. Ah e lembre sempre de solicitar ao garçom que tire o coentro de todos os pratos, pois eles pesam a mão mesmo!

Carne de Sol com Pirão de Leite e Macaxeira (R$ 79,00)

Particularmente, não sou das maiores fãs de carne de sol e achei que os legumes estavam um tanto quanto esturricados. Mas nem por isso sobrou muito na travessa… Deixo aqui o espaço aberto para que os presentes nessa ocasião se pronunciem sobre a carne. rs

Como acompanhamento pedimos o Baião de dois (R$ 25,00) que estava excelente – tudo muito soltinho, bem temperado – e servia uma família de somalianos facilmente.

Para quem não conhece o Baião é uma refeição completa que leva, entre outros ingredientes, feijão de corda, queijo coalho e carne seca desfiada. Veja aqui uma receita bacaninha.

O outro prato escolhido foi a Moqueca de Pescada com Pirão e Arroz (R$93,00- serve bem duas pessoas)

Nessa foto (maravilhUÓsa) os pedaços de peixe estavam camuflados sob o molho e o pirão, mas vieram 5 bons pedaços de uma pescada que se desfazia em lascas no prato. E o pirão, meu deus do céu, o que é esse pirão? Encorpado e CHEIO de gosto de peixe de verdade, pq olha…o tanto de pirão que se come por aí com gosto de água suja engrossada não é pouco não.

Depois de muito comer, suar, rir e falar eu, que já estava resgatando minhas não muito longínquas raízes nordestinas, ia finalizar o almoço com uma bela porção de ambrosia. Mas o garçom, que no mínimo deve ter notado o iminente estouro do botão da minha calça, me avisou que ela havia acabado.  ;)

 

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