Archive for maio, 2011

31 maio
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Quero morar na Condimento!

Há alguns meses que eu aguardava ansiosamente a inauguração de um lugar que prometia ser um absurdo de bom.

Aí esse lugar inaugurou e meu namorado quebrou o pé!  Conclusão, fiquei semanas aguando de vontade para ir conhecer a Condimento, de Carol Doher.

E eu juro que fiquei muito feliz quando esse dia chegou, mesmo eu tendo que arrastar o digníssimo e suas muletas!

A Carol conseguiu compor com excelência um ambiente aconchegante, todo decorado com influências  de New Orleans, traços provençais e inúmeros objetos fofos espalhados pelas prateleiras. (que ela me corrija se eu tiver interpretado algum toque decorativo de maneira errada…rs)

É todo um cuidado que não se vê por aí nos lugares que abrem e fecham com a mesma rapidez com que eu fico com fome após o café da manhã.

Enfim… a Condimento é um café/bistrô que se esmera em oferecer os melhores muffins, bolinhos, tortas e cupcakes EVER.   Aos finais de semana rola café da manhã o dia todo:

E além dos itens que são colocados na lousa, você pode escolher um dos vários bolinhos que ficam dispostos em uma das mesas mais tentadoras que já apareceram na minha frente:

E por que raios são tão bons? Fácil! A Condimento não tenta tropicalizar as receitas tipicamente americanas e as segue a risca, utilizando ingredientes de qualidade e tudo na medida certa –  tudo isso aliado à paixão da proprietária por essas belezuras deliciosas.

Dentre todos os quitutes maravilhosos, eu preciso dar ênfase para os dois que me fazem salivar só de lembrar:

O sensacional brownie de Alpino. Coma ajoelhado no milho e rezando 20 Ave Maria.

Carrot Cake com cobertura de Cream Cheese. Leve, maciozão, úmido e repleto de especiarias!

Para acompanhar tudo isso, nada melhor que um chá. E por lá você vai encontrar os aromáticos chás da marca “The Gourmet Tea”  - feitos com ervas e folhas de verdade, sabe? Nada daquele monte de galho amassado que vem dentro de um saquinho de estopa.

Indico o Cinnamon Orange Spice – de laranja com canela. :)

Aí que eu já me daria por feliz só em passar lá para tomar um chá com bolo, mas na Condimento também é servido almoço diariamente. Um ou dois pratos por dia. E é bom. Bom demais! Comida que te abraça, que te faz lembrar de casa da vó, de coisas boas…

Não sei o preço ao certo, mas o menu diário deve custar uns R$ 25,00.

O prato principal é sempre precedido por um pãozinho caseiro cheirosíssimo e recém saído do forno, acompanhado de manteiga Aviação:

E uma saladinha com molho de aceto balsâmico e boas lascas de Grana Padano.

No sábado que eu fui as opções eram Picadinho c/ arroz, feijão, farofa de ovos e cebolas glaceadas (R$ 24,90) ou Penne com molho de calabresa gratinado. Ui!

Foi com dor no coração, pelas cebolas glaceadas, que escolhi o Penne.  Molho vermelho encorpadão, com um toque de molho bechamel, massa no ponto ideal e uma cumbuca que engana quem pensa que vai passar fome. Era tão bem servido que eu quase não consigo deixar espaço para os doces!

Se eu fosse você, morador do Anália Franco e arredores, não perderia nem mais um minuto e ia voando para lá…tentar chegar na hora de uma fornada quentinha de brownies. ;)

 

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20 maio
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Onde está Wally?

Queensberry, estimada produtora de geléias deliciosas, gostaria muito de saber o porque do produto abaixo não aparecer em seu site oficial, muito menos em alguma busca que eu faça no Google.

Grata,

BOCCANERVOSA

Gente…Esse Smoothie é muito bom! Deve ser da família das geléias 100% fruta, pois eles não levam açúcar, conservantes, corantes ou qualquer outro aditivo.
É como se você tomasse um suco natural, porém mais encorpado. AMEI!

Mas e agora que não acho em lugar nenhum exceto no mercado de endinheirados aqui perto do escritório – por R$7.50 a garrafinha de 260ml ?

Como lidar?

Se alguém tiver notícias, agradeço. :)

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19 maio
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Vem pra Bali, gente!

Simplesmente AMO/ADORO/SURTO DE FELICIDADE quando alguém querido faz um post aqui para o blog! E dessa vez o post é internacional e suculentíssimo. o/

O Klein trabalhou comigo na Ticket e participou da fase profissional mais “lúdica” de todos nós. Fase onde sempre íamos almoçar em divertidos grupos pela região da Paulista e éramos felizes e talvez até sabíamos. rs

Aí o Klein é daquele tipo de pessoa que conhece tudo o que você nunca ouviu falar na vida e tem os gostos mais peculiares, desde o som que ouve até os brinquedos educativos que deve dar para as crianças da família. Diante desse perfil, não foi tanta surpresa quando soubemos que ele faria um mochilão por onde? Pela Tailândia, Indonésia, Laos e etc. Super convencional, né? NOT.

O rapaz gostou tanto que decidiu voltar para lá nesse ano e vem de Bali o post maravilhoso que ele preparou para a gente.

Para os mezzo perdidos, que nem eu, vou localizar Bali de modo didático (clica que aumenta):

Pois bem, Bali é o ponto A ali embaixo e a seguir você morrerá de lombriga de coisas que estão a mais de, sei lá, 10.000 km daqui…

Bali e os prazeres de comer bem (e barato)


Durante grande parte da minha vida eu acreditei que Bali era só uma cidade litorânea em Java que atraia muitos turistas. Foi só recentemente (ano passado para ser preciso) que eu descobri que não se trata apenas de uma cidade, e sim uma ilha que, ainda que de tamanho reduzido (60km x 80km), é riquíssima culturalmente, única na Indonésia com maioria hindu além de ter aparecido nos noticiários recentemente com os atentados em 2004 e com o livro/filme “Comer, Rezar e Amar”, que tem parte de sua narrativa em Ubud, pacata cidade no interior.

O fato de Bali ter maioria hindu garante, ao contrário das ilhas com maioria muçulmana, que o porco faz parte da alimentação. E foi um prato que leva carne de porco que me levou a Bali e especificamente Ubud: o babi guling. Em linhas gerais, o babi guling nada mais é que um porco assado recheado com uma série de temperos. No prato, ele é acompanhado de arroz, alguns vegetais, chouriço e, se você pedir o spesial, um pedaço da crocante e suculenta pele do porco. Ainda que seja um prato típico da ilha, em Ubud eu só encontrei um restaurante que especializado em tal iguaria: o Warung Ibu Oka, algo como “A tenda da senhora Oka”, que é famoso na cidade, na ilha e por que não, no mundo também. Ok, exageros a parte, o Warung Ibu Oka é de fato uma referência e só abre das 11h às 15h. Fiquei cinco dias em Ubud e no primeiro dia esqueci completamente do babi guling; no segundo, cheguei no restaurante por volta de 12h30 e por ele estar lotado, não tive paciência para esperar para comer. Do terceiro dia em diante, a minha tática foi simples, porém eficiente: chegar no restaurante na hora da abertura.

Logo na entrada você vê o porco sendo cortado e destrinchado para fazer os pratos e quando a carne acaba, logo chega mais um carregamento. Muitas pessoas ficam fora tirando fotos; as que estão dentro fazem o mesmo. O porco é de fato uma grande atração do lugar. Pois bem, cheguei cedo nesse dia, peguei um lugar e pedi o prato, acompanhado da Bintang, cerveja local trabalho digno. Em segundos o prato e cerveja chegam na minha mesa. Uma foto, duas fotos, três fotos. Muita expectativa, criada em parte pelo fato de que o Sr. Anthony Bourdain afirmou que essa era a melhor carne de porco que ele havia comido na vida. E felizmente as expectativas foram mais do que superadas. Faço minhas as palavras do Sr. Bourdain e afirmo que foi sem dúvidas a melhor, mais tenra e saborosa carne de porco que eu já comi na vida. E nesse prato são todos vencedores: o arroz e os vegetais levam com facilidade o troféu de coadjuvantes, ao passo que a pele crocante é a cereja do bolo nesse simples, porém inestimável prato.

Não sei se foi a fome, não sei se foi o sentimento de culpa de não tê-lo comido nos dois dias anteriores ou se foi a constatação de que eu só teria mais duas oportunidades para aproveitar essa iguaria, mas o fato é que eu pedi mais um. E pediria outro se não fosse a “Parte 2” do almoço.

Complemento:

Quem me conhece razoavelmente bem sabe que dois pratos como o babi guling não são suficientes para matar a minha fome, especialmente se eu passei a manhã inteira zanzando pela cidade. Outra especialidade da ilha, com uma fama menor do que deveria ter é o bebek betutu (pato assado). Durante a viagem entre o porto e Ubud, vi esse nome por diversas vezes, sempre acompanhado da foto de um pato. Quando estava em Ubud, fiz uma pesquisa simples no Google (bebek betutu ubud) e descobri onde ficava um bom restaurante para comer esse prato. Depois do 1º almoço do dia, andei uns quinze minutos até o “Pond Restaurant” que, como o próprio nome revela, possui uma pequena lagoa ao lado. O restaurante é grande e luxuoso, pelo menos para quem estava acostumado a fazer todas as refeições na rua. Outra característica interessante dele é que não haviam turistas “sozinhos” comendo lá, apenas grandes grupos trazidos em enormes e coloridos ônibus. E basicamente esses grupos eram formados por chineses (ou taiwaneses; ainda não consigo distinguir um do outro), todos com crachás identificando-os. Enquanto esperava pelo meu prato engajei-me numa rápida e superficial pesquisa antropológica ao observar o comportamento desses grupos de turistas.

Voltemos à comida. Por ser um restaurante com certo nível de luxo, um antepasto é oferecido antes do prato principal. Antes de comer, eu achava que eram pétalas de rosa secas, mas ao mesmo tempo eu achava isso esdrúxulo demais para ser oferecido como comida. Na verdade eram fatias de batata doce acompanhadas de um molho de tomate levemente apimentado. Pouco tempo depois chega o prato principal: uma grande travessa retangular com um punhado de arroz em formato de cone, alguns vegetais, três tipos de molho (cebola, apimentado e doce) e a estrela, o pato. Tirando a cabeça e as patas, estava tudo lá, deliciosamente crocante e hipnotizante. Comi o arroz e os vegetais para abrir espaço no prato. Ainda que eu tivesse garfo e faca, seria um desrespeito com o pato se eu bancasse o açougueiro nessa hora. Além do motivo citado, é muito mais fácil usar as mãos do que garfo e faca e também tem a história de que quando se come com as mãos tem-se a impressão de que o gosto das coisas é melhor sentido.

Enfim, imaginem um cara com o cabelo bagunçado e sem fazer a barba a mais de um mês comendo ferozmente um pato com as mãos. É uma imagem comum se você está no período paleolítico, o que definitivamente não era o caso.

E essa foi minha rotina durante três dias. E só de pensar nesses pratos já dá (literalmente) água na boca. Ah,e pra quem ficou curioso, o babi guling custa R$ 5,50 o prato, a cerveja custa R$ 4,50 e o bebek betutu custa R$ 17,00. Preços módicos para exercitar o prazer de comer bem.

Gente, eu não consigo ter dúvidas que teria as maiores experiências gastronômicas da minha vida viajando para um lugar desses. Toda a diversidade de temperos e suas diferentes utilizações certamente fazem a diferença nessa tão marcante culinária.

Klein, amei!!! Você fica me devendo a dica de um doce típico, mas te perdôo diante desse post que eu tanto aguardei. ;)

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13 maio
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O País das Maravilhas é lá…

… na Williams-Sonoma!

Tá, que eu me sinto como se tivesse descoberto a América mesmo tendo absoluta certeza de que sou a última BOCCANERVOSA a ser apresentada a essa loja, mas quem liga? hihi

Espalhadas por quase todo os Estados Unidos as unidades da WS (carinhosamente chamando) vendem desde o ralador de queijo até a decoração para a sua cozinha. Aconselho entrar no site quando tiver pelo menos 1 horinha livre para fuçar legal.

Fato é que agora só penso em como fazer para, quando voltar as EUA, trazer malas contendo somente panelas e utensílios. Será que me barram no aeroporto? Será que consigo me justificar mostrando o blog num iPad?? Será??

Para vocês terem uma idéia de como eu sofro em ver que aqui não temos nem 10% das coisas que são vendidas por lá:

Forma de bolo Carros (USD 39.95)

Anéis em formato de margarida para fazer ovos fritos divertidos (USD 15.00). MORRI!

Já me vejo fazendo esses ovos para todo mundo que for lá em casa quando eu voltar da próxima viagem e também para os credores do cartão crédito que forem me buscar pelos cabelos. ;)

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12 maio
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Jabá do bão!

Olha, podem me chicotear!

Eu fico quase um mês sem postar nada aqui e quando volto é pra que?

Pra que?

Pra fazer um jabazão de uma promoção na qual eu estou inscrita – e espero contar com a torcida de vocês para ser selecionada e, posteriormente, com os votos  que me levarão a vitória. o/

É o seguinte, outro dia recebi um e-mail mkt da Fast Shop falando da promoção Receita de Mãe, que vai presentear com um Fogão Brastemp Gourmand  a melhor receita enviada para eles.

Pois bem, estou inscrita com a receita que mais faz sucesso no (meu) mundo: A TORTA DE DULCE DE LECHE.

Quem provou sabe bem do que estou falando. Por isso, “minhazamiga”, apresento a vocês essa simplicidade e gostosura em forma de torta:

Torta nuvem de dulce de leche

Ingredientes:
1 pacote de bolacha maizena (200 g)
100 g de manteiga sem sal
1 garrafinha de creme de leite fresco (500 g)
1 pote de doce de leite argentino (450g)
Modo de preparo:
Triture a bolacha até que vire uma farinha e então incorpore a manteiga até a massa ficar homogênea (quando aperta entre os dedos a textura lembra paçoca).
Distribua a massa em uma forma com fundo removível de 26/28 cm (não precisa fazer bordas).
Asse num forno pré-aquecido 180°C por 15-20 minutos.
Quando faltarem 3 minutos para a massa terminar de assar, coloque 4 colheres do doce leite sobre a massa e volte ao forno. Essas colheradas do doce irão derreter enquanto a massa termina de assar. Quando retirar do forno, basta espalhar o doce de leite com as costas de uma colher por toda a extensão da massa.
Reserve a massa e deixe esfriar por completo.Bata o creme de leite fresco conforme instruções do rótulo para que vire chantilly. Incorpore todo o restante do doce de leite mexendo delicadamente de baixo para cima, a fim de manter a fofura do chantily. O resultado é um chantilly bege.Despeje toda essa mistura sobre a massa já fria e leve a geladeira por 4 horas ou ao freezer se preferir uma consistência parecida com a de sorvete.

Juro que não tem um ser na face da Terra que consiga NÃO gostar dessa torta! Indico muito para quem quer impressionar com uma sobremesa e tem 0 habilidades na cozinha.

Me despeço de vocês e suas lombrigas na esperança de ganhar o fogão MARA desse sorteio.  ;)

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