Archive for julho, 2011

29 julho
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Take a breath…it’s friday!

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27 julho
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Due Cuochi, o inesquecível!

No topo de um shopping tinha um restaurante. No topo do shopping tinha um restaurante com pratos espetaculares. No topo do shopping tinha um restaurante com pratos espetaculares e uma vista privilegiada de SP.

Pronto, tá definido o Due Cuochi do Shopping Cidade Jardim!

Mas como eu sei que ninguém que passa por aqui vai se contentar só com isso….

Em uma noite de terça-feira, às 20:00, cheguei no Due e pasmem: fila de espera dos que “comem com as galinhas”  aguardando a equipe do restaurante terminar a organização do salão.

Detalhe: assim que você entra no hall é recebido por esses lustres maravilhosos:

Em relação ao ambiente o que posso dizer é que toda a aglomeração de mesas em um corredor não muito avantajado é compensada pela vista deslumbrante da cidade toda iluminada.

Foto obviamente roubada

Vista noturna

Para começar a noite pedimos o couvert que, na minha opinião, tem seu ponto alto no pão de passas recém tirado do forno que chega a mesa – o mais escurinho da cesta cheia de pães macios que tentam a gente a comer todo o potinho do saborosos tapenade e sardela e, consequentemente, afetar o rumo do jantar. Oh God!

As bruschettas são bem crocantes e feitas com fatias super fininhas de pão.

Quase nunca pedimos couvert, mas a vontade de ir ao Due era tanta e existia há tanto tempo que pelo menos na primeira visita não seria possível deixar nada passar em branco.

Mas o melhor está por vir. E são eles, os pratos principais, que seduzem qualquer pessoa boa de garfo.

Escolhi uma massa recheada com queijo de cabra e limão siciliano confit. DEUS DO CÉU! Até fiquei com o pé atrás diante da combinação ousada, mas assim que dei a primeira garfada pude entender o porque da fila na porta tão cedo, o porque dos preços caprichados, o porque da vida…hahaha

Vamos fingir que a foto abaixo era realmente do meu prato e prosseguir - foi o mais próximo que consegui achar (exceto pelas amêndoas e tomates secos), uma vez que sem máquina superpoderosa à meia luz eu  não consigo tirar uma foto que preste.

Resumindo: uma carícia às papilas gustativas causada por todos os opostos sabores que, suavemente, compõe o recheio dessa massa delicadíssima. Não deve ser desse mundo, garanto!

O namorado pediu um Risoto de Camarões com Tabasco e Tomates que se for classificado de maneira humilde seria algo do tipo “o melhor da vida”.

Ingredientes selecionadíssimos e uma harmonização dos temperos e sabores sem igual. Juro, quando a comida é tão fucking amazing desse jeito fica difícil para explicar. TEM QUE PROVAR! É de comer rezando…rezando para não acabar nunca mais ou talvez rezando para que isso brote de dentro das panelas lá de casa!

Juro que eu nem queria sobremesa, mas o passeio precisava ser completo.

Pedi então uma Torta de chocolate para mim e uma folhada de maçã para ele.

Maciça, de intenso sabor de chocolate amargo e  acompanhada por uma bola de sorvete servida lindamente em cima dessa casquinha MARA. A pessoa pede a sobremesa e se encanta com a casquinha que apóia o sorvete. Quem entende?

A torta de maçã é mais um “pastel de maçã” cozida dentro de uma leve massa folhada. Não achei que empolgou, talvez tenha faltado um pouco de vida ao recheio.

Chego a conclusão de que o Due é um restaurante fera em pratos principais. Especialista em te fazer comer bem tudo aquilo que sai diretamente das caçarolas do chef Ivo Lopes.

Junte todos os itens anteriores a um pedido de casamento estonteante e está justificado o título de “O INESQUECÍVEL” que o Due Cuochi sempre carregará…pelo menos para essa BOCCANERVOSA aqui.  ;)

 

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22 julho
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Bistrô 28, comida com capricho de mãe.

Frequentei assiduamente por 4 anos a Vila Mariana e sempre tive um siricutico monstro do burburinho causado por  bares e restaurantes LOTADOS de universitários ali na Joaquim Távora e redondezas. Você não consegue estacionar, tudo é lotado e barulhento – preguiça define isso tudo.

Eis que esse miolo conturbado ganha um novo e agradável vizinho, o Bistrô 28.

Comandado por dois jovens irmãos que decidiram apostar no sonho de oferecer aos clientes um local acolhedor que servisse pratos criados e feitos caprichosamente. Tudo isso sob as atenciosas recomendações de um deles, o Renato, que circula pelo pequeno salão a todo momento. Isso tudo ao som de MPB ao vivo (pelo menos às quintas)

Me apaixonei pelo vasinho de papel maché!

Como em todo bistrô que se preze o cardápio é diminuto, mas consegue cobrir boa parte das lombrigas de quem vai lá: massas, carnes, peixes, aves e saladas com quiches.

Detalhe: as massas são feitas lá mesmo. Então é óbvio que eu não poderia deixar de provar.

Começamos muito bem o nosso jantar com uma porção mista de bruschettas sicilianas e de presunto de parma com brie (R$ 19,50).

Fatias de pão cortadas e tostadas na medida certa para não te fazer perder um dente ao dar a crucial primeira mordida em uma bruschetta e o que mais me impressionou na entradinha: tanto o presunto de parma quanto as abobrinhas (marinadas em azeite e manjericão…delícia!) eram quase transparentes de tão finamente fatiados que foram. Amei. De uma delicadeza e cuidado ímpares!

Como eu havia dito antes, TIVE que provar a massa feita na casa. Pedi então um tagliatele com ragu de pato, pecorino e maçãs puxadas no curry (R$ 36,50):

O que dizer dessa massa? No momento o que me vem a cabeça é que ela segue a mesma linha dos legumes da bruschetta: fina, leve e maravilhosa. A maçã levemente saborizada pelo curry amarelo casava perfeitamente com o queijo e as lascas muito macias de pato cozido lentamente.

O namorado pediu o Risoto de Cogumelos com Medalhões ao molho de alho poró ( R$ 41,50) e foi muito do feliz também. Risoto no pontinho certo com os sabores da manteiga e vinho branco bem realçados. A carne, para o meu gosto, estava vermelha além da conta. Nada que abale um homem carnívoro.

Mas o “tchan”da coisa estava mesmo no molho de poró. Eu, inclusive, chamaria de “essência cremosa de alho poró”. Que delícia!! Todo o sabor do alho poró concentrado ali, naquele molho divino.

Na hora de escolher a sobremesa foi meio que um parto. Queria muito experimentar a versão da casa para o tradicional Tiramisú, mas me intimidei com o tamanho enorme da taça e acabei escolhendo uma Tartin Rústica de Maçã (R$ 14,90)

Feita com massa podre e uma calda que, provavelmente, deve levar canela e açúcar mascavo só faltou mais abundância de maçã e calda para que ficasse 100% ao meu gosto.

A outra sobremesa escolhida foi um bolinho de doce de leite com sorvete de creme (R$ 14,50)

Achávamos que fosse algo parecido com um petit gateau, mas era um pedaço de bolo com recheio de doce de leite e calda de caramelo. Mais uma vez sentimos falta de uma “sustância” no recheio, mas isso pode ser também o reflexo de dois comilões em fase de expansão.

No mais o Bistrô 28 está mais que de parabéns pela qualidade de tudo que é servido ali e pela imensa vontade de sempre trazer o melhor para seus clientes. Se pequenos pontos precisam de ajustes, eu não tenho dúvidas de que eles serão superados antes mesmo que eu volte lá . ;)

Ps.: Eles participarão do São Paulo Restaurant Week com um menu arrasador pelo que eu pude ouvir nos bastidores. Aguardemos!

Ps 2.: Fotos tiradas com a super máquina do namorado são outro nível, hein?! rs

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21 julho
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Hiro: kaiten sushi é só um detalhe da casa.

Quem passa por aqui sabe bem o quanto eu amo um bom rodízio japonês. Sim, eu tenho pensamento de gorda e adoro poder comer o quanto eu quiser, o que eu quiser, quantas mil vezes eu aguentar. Então, raramente visito japoneses a la carte.

Agora que conheço o Hiro, preciso repensar esse costume.

Com 3 unidades em Shoppings de SP, o Hiro lançou há pouco tempo seu cardápio de inverno e foi atrás de um dos pratos desse novo cardápio que eu cheguei lá: o Tchampon, que será relatado mais para frente.

Comecemos pelas entradinhas – que de “inhas” não tinham nada:

Esse aí de cima é o Yurinti (R$ 27,00), filé de frango suculento levemente empanado e servido com molho apimentado de gengibre. O molho era um tico além do que eu costumo suportar quando se trata de pimenta, mas o frango estava tão úmido, macio e saboroso que eu fiquei lá lutando contra a minha fraqueza.

Aí como eu e meu namorado somos apaixonados por lula, enfiamos o pé na jaca e pedimos logo o Shimeji com Lula (R$ 31,00) e uma porção de Ika Fried (R$ 27,00).

Lulas gordinhas e macias acompanhando a porção de shimeji feita em um molho bem leve, que inclusive não chega a envolver o cogumelo. Acho que até prefiro assim do que molhos mais encorpados.

Anéis de lula empanados na farinha panko, acompanhados de molho tonkatsu.  Crocância elevada a décima potência!!!! A lula que já é de uma ótima qualidade, ficou ainda melhor nessa versão. Aliás qualquer coisa empanada com farinha panko fica irresistível!

Para não perdermos a viagem, pedimos um combinadinho para uma pessoa que incluía sushi de ovas.

Sashimis de peixes ultra frescos fatiados com esmero e arroz BEM ao estilo japonês. Sabe quando ele fica até um pouco azedinho e mega master grudento? Então, era assim..

Ponto mais que positivo para o Salmão skin que estava exemplar. Não veio torrado, nem ressecado: notava-se claramente a divisão de pele e da fina camada de carne do peixe, ambos grelhados sutilmente.

Depois de toda essa comilança chega a mesa o prato que nos levou até lá:

Tchampon

Esse ensopado, cujo nome em japonês significa “mistura”,  leva macarrão lámen, frutos do mar, carne de porco, legumes, shiitake, kamaboko e temperos como cebolinha e gengibre.

Eita mistura boa, sô! Achei bem parecido com um yakissoba, só que sem molho a base de shoyu  e nesse caso, hiper recheado e mais variado nos itens que o compõe.

E o tamanho dessa tigela que aquela altura do jantar já parecia maior do que a realidade? Dizem que serve uma pessoa (R$ 36,00), caso essa pessoa vá até lá para comer unica e exclusivamente isso. O negócio é grande mesmo!

Para finalizar (o que já devia estar finalizado, diante de tanta fartura) pedi o Shot de 3 sorbets (R$14,00) nos sabores saquê, amora e limão.

O de saquê me surpreendeu muito por ser leve e bem refrescante, não parecia nem feito a base de bebida alcoólica mas mantinha ali guardado o sabor do saquê. A versão de amora era mais cremosa e adocicada. Já a de limão, meu deus do céu, alguém avisa o fornecedor desses sorvetes que ele não pode comercializar nada tão ácido.  Retorci minha cara toda e quase cai uma lágrima quando provei uma única colher desse sorbetzinho potente. Fica a dica para pesarem menos a mão!

O Hiro tem opções bem interessantes de sobremesas – que fogem dos cansativos petit gateaus da vida –  entre elas os ousados sorvetes de Chá Verde com Azuki e 70% cacau com wasabi (R$ 13,00).

Além de todos os predicados acima, o Hiro é ainda um “kaiten sushi”, daqueles que você se senta em um balcão na frente dos sushimen e diversos pratinhos com delícias preparadas ali mesmo desfilam na sua frente em cima de uma esteira rolante. Como eu fui em dia de semana o movimento da esteira estava meio fraco, mas volto lá para mais essa experiência.

Sem contar a decoração minimalista e agradável do salão, coroada por esse peixão de origami que  recepciona, lá do teto, os clientes. ;)

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13 julho
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Bolo de laranja chic, benhê!

Percebam que enquanto eu não consigo desenrolar todos os vários posts que eu acumulo há dias, eu venho aqui e posto algo mais simples de publicar.

Mas isso não é pecado, certo?

No último final de semana, depois de uma mal sucedida tentativa de fazer um bolo de chocolate 70% com farinha de amêndoa, eu dei a cara a tapa e coloquei a família em risco ao oferecer como sobremesa do domingo o lindo bolo de laranja com calda que eu vi no ótimo Technicolor Kitchen.

O bolo original...

Pois bem, essa é uma receita para impressionar a galera, sabe? Leva tempo, exige cuidado e atenção enquanto o bolo está no forno, mas o resultado final é bem bacana: um bolo super úmido, bonitão, com um gostinho diferente (dado pela farinha de amêndoas) do que estamos acostumados a sentir nos bolos normais e uma consistência mais para o “úmido meio que esfarelando” do que para a “fofura tradicional”.

Sem contar que a calda que vai por cima dá aquele toque “engordativo” que deixa tudo muito melhor.

Bora anotar a receita e prepara-lá quando a sogra for em casa?

Ingredientes:

4 ovos
1 xícara (220g) de açúcar
1 colher (chá) de baunilha
1 xícara (150g) de farinha de trigo com fermento
150g de manteiga sem sal, derretida e fria
1 xícara (110g) de farinha de amêndoas
1 colher (sopa) de raspas de casca de limão siciliano

Cobertura de laranja:


1 xícara (220g) de açúcar
½ xícara (125ml) de água
2 laranjas grandes, com a casca, em fatias finas – Quanto mais fina, mais chato de cortar. Mas faz MUITA diferença…acredite!

Modo de preparo:

Pré-aqueça o forno a 160ºC. Para fazer a cobertura, coloque o açúcar a água numa frigideira grande antiaderente (usei uma frigideira de aço comum) e leve ao fogo médio, mexendo até dissolver o açúcar. Adicione as fatias de laranja e cozinhe por 10-15 minutos ou até que a fruta esteja macia.
Retire do fogo e reserve.

Unte uma forma de 20cm e forre-a com papel manteiga duas vezes – tanto as laterais quanto o fundo; use uma forma funda e deixe uns 2,5cm de papel para fora da forma, formando um colarinho, para segurar a massa quando ela começar a crescer. Essa etapa do papel manteiga é ESSENCIAL para a “saúde” desse bolo, portanto não me culpem se der errado caso utilizem outros métodos. rs
Arrume as fatias de laranja no fundo e nas laterais da forma, sobre o papel, e reserve a calda.

Coloque os ovos, o açúcar e a baunilha na batedeira e bata por 8-10 minutos ou até que tripliquem de volume, formando um creme clarinho e espesso. Peneire a farinha de trigo sobre a mistura de ovos e misture delicadamente com uma espátula de borracha/silicone, de cima para baixo para não perder muito do volume da mistura.
Acrescente a manteiga, a farinha de amêndoas e as raspas de limão e misture da mesma forma.

Despeje a massa de bolo sobre as laranjas e asse por 50-60 minutos (faça o teste do palito, que precisa sair sequinho). Vire o bolo numa gradinha e derrame parte da calda sobre ele. Deixe esfriar antes de servir.

Sirva a caldinha numa molheira à parte.

Veja abaixo, em etapas, a belezura que eu consegui produzir:

Já sem o aro da forma desmontável

O bolo virado e ainda com o papel manteiga que revestiu o fundo da assadeira

Câmeras, close!! hihi

Não fico super alto, mas ficou muito digno! :)

Só digo uma coisa: se eu consegui fazer com sucesso esse bolo, aposto que você aí também é capaz. Depois me contem o resultado ;)

 

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