De olhos bem fechados
ENTRADA LÍBANO
Homos, Babaganush e Tabule com pão sírio, torrada de alho e pão 7 grãos harmonizado com Vinho Libanes Branco
O básico do básico do básico de qualquer restaurante árabe. Quando provei o Babaganush já pude até adivinhar quais seriam os conteúdos dos outros potinhos.
Ou seja, não rolou muita dúvida sobre qual era a entrada, que estava deliciosa mas podia ter conferido um início muito mais intrigante ao jantar se fosse algo mais inusitado.
PRATOS PRINCIPAIS MARROCOS
1. Couscous de frango com linguiça calabresa, cenoura, nabo – harmonizado com Vinho Libanês Tinto
Couscous marroquino, gente! Santa dificuldade em adivinhar! ahhaha Estava muito bom e bem condimentado e apesar de eu ter, desde o começo, apostado que levava frango, houveram diversas pessoas que pensaram ser um pernil.
E prova daqui, e cheira dali e desfia acolá…tudo para tentar descobrir de qual carne se tratava.
Além disso, o nabo se passou por xuxu fácil! E olha que eu dificilmente comeria um pedaço de nabo por livre e espontânea vontade – não só comi como também não achei ruim. O que prova ainda mais que eu sempre devo estar aberta a novas opções, por menos apetitosas que elas me pareçam aos olhos. rs
2.Tajine de Cordeiro com damasco, uvas-passas e avelãs
Se teve um prato com algo de diferenciado foi esse.
90% dos comensais acreditaram que se tratava de alguma carne bovina um pouco mais fibrosa. E não que eu queira me gabar, hahah, mas tenho testemunhas de que o fundo adocicado do sabor do cordeiro não me permitiu acreditar que aquilo fosse uma alcatra ou whatever.
SOBREMESA TUNÍSIA
Arroz doce com leite de Laranja e espuma de chocolate/Tâmaras/ Folhado de Damasco harmonizados com Vinho Argentino de sobremesa Las Perdices – Malbec Ice
Bem executados, mas ainda assim muito fáceis de se adivinhar. Não teve desafio na parte mais deliciosa da noite!
Agora, esse vinho…ah…esse vinho! Já posso falar por aí o nome do vinho da minha vida!
Cheiroso, quase licoroso, com notas que lembram ameixas ou cerejas ou frutas roxas e suculentas…sabe deus quais seriam. Só sei que amei!
Após todo o jantar ter sido servido, tiramos nossas vendas e pudemos ver que aquela sensação de estar dentro de uma tenda árabe repleta de almofadas, lenços decorativos e etc não passou de uma divertida imaginação criada pelas nossas mentes, que foram devidamente influenciadas pelos músicos e todos os artíficios utilizados durante a noite para ativar nossos sentidos. Estávamos em uma sala super clean, desprovida de qualquer decoração. Ah, e as mesas ficavam a metros de distância umas das outras – o que prova que eu não sou tão surda quanto imagino, só preciso não enxergar para que os ouvidos voltem a ficar afiadíssimos. rs
Para finalizar, o Chef Patrick Ferry entrou em cena tanto para ouvir as impressões que tivemos sobre a noite quanto para detalhar todo o cardápio servido.
É nesse momento que os pratos são mostrados e aí, em meio ao vucovuco causado pela curiosidade de todos, eu tirei as belíssimas (só que ao contrário) fotos abaixo:
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