Archive for janeiro, 2012

31 janeiro
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I ♥ Piggie Burger.

Já tem um tempo que venho me pegando de amores por hamburgers – não é pra menos, o número de boas hamburguerias que fazem lanches premium só vem aumentando.

Foi atrás de um desses lanches que cheguei ao 210 Diner e aproveitei para inciar minha saga pelos restaurantes de Benny Novak, chef que também comanda um bistrô (ICI) e uma cantina (Tappo) – que vale MUITO a visita se julgarmos por essa bolonhesa que me tira o sono.

O caso de lombriguite aguda girava em torno do Piggie Burger que une ao suculento hamburger, um montinho de costelinha suína desfiada ao molho barbecue. Mas antes de chegarmos a ele, vem dar uma olhada no que é o 210.

A ambientação do restaurante, que finge ser um diner, é bem lúdica. Neons e luminárias que quase batem na sua cabeça fazem parte do conceito todo.

Fonte: http://www.210diner.com.br/

Eu curti bastante e só aumentaria a iluminação geral, em prol de fotos melhores do salão! :)

Já sabia que o lanche pelo o qual eu tinha ido até lá seria mais do que suficiente caso eu quisesse comer uma sobremesa também. Mas a maldição da “primeira visita” me fez escolher uma entrada e pedi um Popcorn Shrimps (R$ 25,00)

Como diria Val Marchiori: “Helloooo”  para esses mini micro camarões. Tamanho não seria problema caso todo o conjunto compensasse, mas a fritura estava encharcada e o empanado super molengo. Ponto para o bom molho rosé que os acompanhava. Só que né.. 600 calorias pra dentro à toa, mas ok. Let´s move on!

Eu que já estava quase afogada na minha baba de tanta vontade do Piggie Burger (R$ 33,00) vi o dito cujo chegando na nossa mesa, acompanhado do Burger Clássico (R$25,00) + Creme de Milho Rústico (R$12,00) que o marido pediu.

Sinta o drama.

Burger Clássico + queijo

Os dois hamburgers, feitos de acém e fraldinha, vieram exatamente como pedimos: ao ponto e suplicando para que a primeira mordida fosse dada o quanto antes.

Tendo provado o Piggie e o Clássico, continuo recomendando o primeiro. Que molho de barbecue é aquele, minha gente? Suave, adocicado na medida certa misturado ao sabor da carne suína…Fico aguada só de lembrar!

Ah, lá os lanches podem ser acompanhados por batatas  ou cebolas fritas.

DICA: fique com essa cebolinha tesuda, bem crocante, sequinha e leve. Quando começarem a vender em pacotes, por favor, me avisem. GRATA.

O creme de milho foi uma boa pedida também e é feito do jeitinho que eu gosto: mezzo milho moído, mezzo grãos inteiros – bem adocicado.

Do extenso cardápio, que me deu até uma gastura só de pensar o que eu pediria caso não estivesse obstinada a comer meu lanche, já extraí os pratos que me farão voltar muito em breve ao 210:  Louisiana Hot Mac & Cheese (R$ 35,00), o clássico macarrão americano com queijo acrescido de linguiça artesanal e  Omelete Chili com carne (R$ 33,00).

Aí vem a última etapa desse calvário que é a escolha da sobremesa. Pelo o que pude ver são todas para duas pessoas, então já era a farra do boi de provar várias.

Depois de rodar a roda e refletir muito, escolhi o Cheesecake que leva um toque de limão e calda de frutas vermelhas (R$ 16,00), mas fiquei aguadíssima para provar o Carrot Cake (pois quanto mais versões eu provo, mais eu amo o da Condimento) e o Devil´s Food Cake, que é realmente o capeta em forma de sobremesa: bolo de chocolate com calda de chocolate e sorvete.

E o cheesecake mostra ao que veio:  leve, fresco e cheio de sabor. Típica situação em que eu comeria a porção generosa sozinha sem nem pestanejar.

Portanto, tome cuidado…o perigo mora  quase na esquina e fica lá na Rua Pará. ;)

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24 janeiro
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O japa mais estiloso de 2012

Adriano Kanashiro, o chef que comandava as lâminas afiadas do Kinu, está de volta em grande estilo e de casa nova. E que casa!

O simpático chef

Em Dezembro do ano passado foi inaugurado o Momotaro, novo empreendimento que leva a assinatura de Adriano, ali na Rua Diogo Jácome – no mesmo lugar que já abrigou a Osteria Don Boseggia.

Quem passa na porta certamente não vai reconhecer o local, pois agora o que se vê da rua é um imponente cubo feito de camadas de madeira e vidro, que causa curiosidade em quem passa por lá.

É diferente, é bonito e por dentro é ainda melhor.

Carpas de origami 3D

É difícil eu explorar muito o tema “decoração” dos restaurantes – pq o que me importa mesmo é a comida – mas o Momotaro traduz perfeitamente o conceito de que restaurante japonês não precisa ser uma extensão do bairro da Liberdade. E pode sim ser clean, moderno e minimalista – como gostam os orientais – e é exatamente assim que ele já atinge o público descolado e low profile que o frequenta.

Sentar para comer bem entre amigos, num ambiente bacana, sem ostentações mil e comida boa. Porque sim, a comida lá é boa demais!

No meio de tudo isso talvez você perceba que o atendimento ainda precisa ser bem mais afinado, o que com mais um pouco de tempo deve melhorar.

Adorei os pratos criados para serem como as tapas: você pede vários e vai provando de tudo um pouco, com todos ao seu redor. Sem contar que a linha de criação de Kanashiro é bem fusion, então não me deparei com mais do mesmo e sim com as criações e combinações diversificadas que você vê agora:

Tá vendo essas coisinhas pequeninas acompanhando o salmão marinado? Pois então…são croutons feitos com tofu que acompanham o Momotaro, prato que leva o tomate homônimo e salmão marinado (R$ 30,00)

MEODEOSDOCEO! Eu podia passar uma tarde vendo maratona Man vs Food devorando kilos disso aí. Simples e viciante! Pelo o que eu pude captar nas conversas durante o jantar, eles são empanados em amido de milho e então fritos. Fica a dica!

O próximo da fila é o Crispy Tori (R$ 18,00), suculentos nacos de frango frito em crosta de flocos de milho:

Não é nem um pouco “magro”, mas é bom demais. Frango maciozão e essa crosta crocante que só!

Fez muito bonito a porção de mini medalhões com pupunha palha, que apesar de pequeninos estavam levemente rosados no meio:

O Nasu to Hotate (R$ 36,00), ou seja: a cumbuca de berinjelas e vieras grelhadas ao molho teriyaki trufado é algo assim, para se comer devagar e pedir repeteco.

O frescor dos peixes pode ser notado no temarizushi – sushi em forma de bolinha – Maguro Shigue (R$ 33,00): bolinha de bom arroz compactado, atum e nori com farofa crocante de wasabi e gergelim:

Ah, antes de qualquer um desses não deixe de pedir a ótima Baby Romana (R$ 30,00), salada de mini alface romana super macia com molho de tofu e mega camarões empanados.

Fiquei bem curiosa para provar os promissores Kokonatsu Ebiten  (R$39,00): tempurá de camarão e côco ralado e Salmon Tataki (R$ 27,00) que traz o  selado com molho cremoso de limão, ovas de salmão e pérolas de shoyu.

O bom dessa comilança em doses pequenas é que, certamente, sobra espaço para as sobremesas da casa. Que eu vou te contar…são um caso à parte!

As opções são bem criativas e empolgam pelas interessantes combinações:

Panna Cota dos deuses com esses gominhos de mini-mikan e sorvete de chá verde (R$12,00). A combinação perfeita da Itália e Japão em uma só taça!

A escolha mais ousada da noite envolvia uma bola de sorvete de wasabi, banana caramelizada e ganache (R$ 12,00)

Tirando o wasabi, que nem em forma de sorvete eu suporto, e colocando uma bola no sabor Gergelim (R$ 6,00),  eu tenho certeza que lamberia até o fundo da taça.

Em breve mais duas novidades entram em cena: aos finais de semana serão preparadas pizzas com um toque oriental (AGUARDEMOS!!) e o salão de cima, onde serão preparados por Adriano Kanashiro os jantares em forma de menu degustação para pequenos grupos, será inaugurado.

É esperar para ver e, no meio tempo, se deliciar com o que o Momotaro já oferece. ;)

 

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18 janeiro
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Comendo em NYC (como os novaiorquinos)

Vamos falar de coisa boa?  Vamos falar de NYC, babe! :)

Putz, conheço necas do mundo mas sei o quanto meu coração bate MUITO mais forte quando piso em solo nova iorquino.

Estive lá em Dezembro passado, fim de Outono e decorações de Natal. Coisa linda!

Rockefeller Center

Dessa vez pude bater perna por bairros que não passei nem perto na minha primeira viagem para lá – aquela coisa bem marinheiro de primeira viagem baseada em Empire State – Times Square – Etc.

É claro que de todas essas andanças saíram algumas dicas bacanas que poderão ser aproveitadas por quem for viajar para lá e quiser fugir dos Friday´s da vida. Antes de embarcar peguei dicas preciosas com uma amiga que morou lá por 7 anos e, aí sim, fui confiante de me enfiar em lugares excluídos das rotas de turistas. :)

Meu intuito nessa viagem era conhecer a comilança cotidiana dos new yorkers, portanto, os restaurantes estrelados, famosos e tudo mais ficarão para uma próxima.

Um dos primeiros lugares que faz a minha lombriga saltitar só de lembrar é o Pearl Oyster Bar, um bistrôzinho no meio das desconexas ruas de Greenwich Village que serve um DELICIOSO Lobster Roll (lanche de lagosta que é para ser comido de joelhos – $ 28) entre outras delícias do mar.

Mais feliz ainda fiquei quando vi essa montanha de Shoestring Fries no meu prato, ou seja batata palha feita ali, na hora. Crocante, delícia! Viveria só disso!

Pedi ainda uma Torta Crumble de Pêra e Cerejas ($ 9) que estava dos deuses. Pedaços enormes e macios de fruta encharcada de uma calda levemente açucarada. Ai ai…

As charmosas redondezas de Village deveriam ser parada obrigatória para quem gosta de comer bem, ir a barzinhos e encontrar a cada esquina guloseimas diferentes como os sorvetes do PopBar.

Fonte: http://pop-bar.com/

Todos os picolés são feitos artesanalmente com ingredientes frescos e naturais, são inúmeras opções e combinações, sem contar que você pode montar sua própria versão! Adoro!!

Fonte: http://pop-bar.com/

Não pude provar nenhum pra contar história pois estava podre da silva e precisa continuar minha romaria por NY de qualqer jeito. Mas aposto que são maravilhosos!

O melhor é que a probabilidade de você encontrar um brasileiro mala nesse bairro é próxima a zero. Então vá e aproveite como se você fizesse parte do lugar!

Já que o assunto é mar e seus frutos, diria que você DEVE ir ao Carmine´s e, depois de “pescoçar” as paredes para ler os cardápios em forma de quadros pendurados por todo o local, pedir o Shrimp Parmigiana ($ 35.50) que serve tranquilamente 3 pessoas e é tipo o cúmulo da suculência.

Menu na parede. Fonte: dotsconnected.net

Camarões parrudos à milanesa, cobertos com molho de tomate e queijo gratinado. Não me lembro de ter comido tanto camarão de uma só vez na minha vida toda!

O Carmine´s é um restaurante colado na Times Square que me dá a impressão de ser frequentado pelas pessoas que por ali trabalham e que marcam um jantar com os amigos/família após o expediente.

Nessa noite, sentamos ao lado de uma mesa onde estava um senhor com suas filhas e esposa. Tipo uma família que veio do Texas para passear em NY e, desavisados, pediram trocentos pratos gigantes do Carmine´s e, obviamente, viram que não dariam conta do recado.

Resultado? Fomos obrigadas pelo insistente senhorzinho a darmos um fim na salada de espinafre que “estava crescendo” na mesa dele. rs

Aliás, fica a dica: salada de espinafre cru é vida. Depois não digam que eu não avisei que ele é melhor, mais macio e suave do que qualquer outra folha que já estamos carecas de ver todos os dias.

Aí que agora o tema é quitutes no meio da rua. E nesse quesito eu indico a feirinha de orgânicos que acontece no Lincoln Center (GreenMarket at Tucker Square) às quintas e aos sábados – e em muitos outros dias e locais de NY, que você descobre nessa lista aqui.

Fonte: chewingthefat.us.com

A boa lá é você sassaricar entre as barraquinhas de produtores locais e ver o que mais te agrada. Tem de tudo um pouco: ovos orgânicos, pães levain, maple syrup, cidra de maçã, bolos e muffins.

Cidras para todas as intensidades de sede

Cranberries frescas

Pães e bolos orgânicos

E foi nos muffins que eu decidi me jogar. Na verdade em um só, devido ao tamanho jumbo do mesmo:

Muffin de sucrilho integral com uva passa (Raisin Bran)

Caso você viaje para lá nesse comecinho de ano, pode pegar a feirinha (The Holiday Shops) que rola no Bryant Park até 26/Fev e reúne algumas barraquinhas de guloseimas deliciosas.

Uma delas é a Kettle Corn NYC, empresa itinerante que vende pipocas nas mais diversas feiras de NY e  distribui amostras infinitas ao público de suas variedades dessa pipoca que é meio doce, meio salgada.

Tem kettle corn sabor abóbora, cheddar caramelizado, chocolate, eggnog… mas a que eu gosto mesmo é a tradicional e ponto.

Compre um sacão ($ 4 o pequeno, que dá pra uma vida) e vá passear comendo pipocas gordas, crocantes por fora e macias por dentro (sem NENHUM piruá perdido pra contar história).

No mesmo Bryant Park por aquele que pode vir a ser o melhor chocolate quente de NY, na barraquinha de chocolates by Max Brenner – The Bald Man.

Pra você ter uma ideia de quão espesso é esse hot chocolate e não ter que sofrer com uma das minhas péssimas fotos noturnas, dá uma olhada na belezura aí embaixo:

Fonte: sg.openrice.com

Essa é a versão phyna da bebida, que provavelmente foi servida em alguma loja da rede. Portanto, NÃO DEIXE de ir na unidade que fica na 841 Broadway (entre 13th e 14th Streets) e se acabe por lá diante de tantas opções que eles não conseguem levar para o  Bryant Park.

Dê também um pulinho rápido em Little Italy e lá pelo número 100 da Mulberry St. você vai se deparar com um carrinho de cannoli que se chama Cannoli Shack e vende versões não muito cheias de frufrus desse doce italiano que eu amo.

Massinha EXTRA crocante e recheio bem leve e delicado. Bem fora dos padrões americanos de cremosidade que, geralmente, envolvem muita manteiga e pouco sabor.

Aí que miséria pouca nunca é bobagem e como esse já virou um post para formigões, não me custa nada dar mais algumas dicas açucaradas:

Lembra do post sobre os cookies da Levain Bakery que uma amiga fez para o BOCCANERVOSA? Pois então, não bastou só ouvir da boca dela tive que ir lá comer com a minha própria boca aqueles que são tidos como os melhores cookies de NYC. E são!

Inside the cookie. Sinta o drama!!

E aí quando você contar para qualquer new yorker que você é brasileiro e esteve lá eles vão ficar pasmos e te perguntar como você descobriu a Levain – e invadiu um dos poucos territórios frequentados majoritariamente por eles (e por aqueles antenados, hein).

Mas se você quiser viver uma comilança ainda mais típica de NY vá a um Diner tomar café da manhã e se depare com mesas repletas de “locais” comendo antes do trabalho ou antes de deixarem as crianças na escola.

No simplérrimo Evergreen Diner você vai encontrar porções imensas que servem 3 pessoas.

Vá de Panquecas ($8.75) ou French toast ($6.5)  e chegue o mais perto possível de um café da manhã com a cara do dia-a-dia dessa cidade.

Orgia matutina

Ufa! Se sobrar um espacinho vá ao Eataly, o atual queridinho de NYC, e depois vem aqui me contar sobre tudo o que eu perdi por não ter conseguido visitar esse empreendimento que é um misto de mercado, restaurante , sorveteria e tudo mais que você possa imaginar. ;)

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13 janeiro
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Spago, o irmão Nova Iorquino do Zena.

Quem conhece o Zena Caffe - reino das focaccias mais maravilhosas do planeta e do Spritz Ice que eu tanto amo- e segue o chef Carlos Bertolazzi no Twitter (@CaBertolazzi) deve ter acompanhado a aflição da espera pela inauguração da nova cantina ítalo- americana que eu fui, finalmente, conhecer: o Spago.

A verdade é que Bertolazzi soube como ninguém instigar muito bem todos os seus followers a cada post de fotos que mostraram desde a construção da aconchegante casa de tijolinhos, pé direito alto e muito verde até aquelas em que revelava os testes de alguns pratos que entrariam no cardápio.

Se a intenção era criar uma lombriga imensa no povo, ele conseguiu – pelo menos na BOCCANERVOSA aqui.

Logo de cara é possível enumerar 3 fortes características do Spago:

1- O cardápio conciso não deixa ninguém triste diante de suficientes e tentadoras opções

2- O ambiente é lindo, acolhedor e parece ter sido planejado nos mínimos detalhes – até mesmo a gostosa trilha sonora italiana que ecoa de alto falantes high end faz a diferença.

3- A noite é impossível tirar fotos de qualidade na luz baixa que domina a casa, portanto agradeço desde já a todas as fontes das quais peguei a maioria das fotos “emprestadas”…rs

Enfim… em posse do cardápio você realmente se sente em NY escolhendo entre um Spaghetti Meatballs, um Chicken Marsala ou uma salada repleta de recheios (como os americanos adoram).

A lombriga quase pulou para fora da boca e escolhemos as Fried Calamari (R$ 21,00) e uma Caesar Salad (R$ 26,00):

Na ótima (só que ao contrário) foto acima você vê que deus existe e a prova disso são essas lulas divinas. Não consegui nem lembrar que precisava tirar uma foto e fomos logo atacando os gorduchos anéis de lula em seu ponto de maciez mais perfeito e  empanados em alguma farinha que, creio eu, levava um toque de queijo ralado. Ponto também para o molho tártaro, que eu odeio, e consegui amar na versão feita pelo Spago – suave, maravilhosa.

A Caesar talvez fosse a maior prova da influência nova iorquina no cardápio: molho abundante e potente em sabor. Bem a cara dos americanos que  conseguem transformar até jiló em algo delicioso se regado com seus molhos para salada.

Gostei porque sou exagerada, mas talvez quem curte uma coisa mais leve e delicada não entenda a necessidade de tanto molho/sabor envolvendo as folhas.

A foto da Caesar eu não achei em nenhum outro lugar, então vai a minha pobre coitada mesmo:

oi, quedê foco?

Entre os pratos principais existem alguns que são, digamos, as meninas dos olhos da casa. E um deles é o Chicken alla Scarpariello (R$32,00) que significa Frango a Sapateiro e vem servido de modo bastante rústico, a começar pelo corte da carne: um pedaço de peito com osso e tudo.

Delicioso o purê de batatas grosseiramente amassadas e bem caprichado no alho, que dava uma quebrada na ardidinha farofa de calabresa com tomate. Acompanhando o frango também vinham finíssimas rodelas de cebola caramelizada – oh Lord, pq não me mandam um prato cheio só daquilo?

A verdade é que os acompanhamentos casavam muito bem entre si, o doce da cebola com a pimenta da calabresa e o conforto da batata mas…meu frango estava consideravelmente seco. Lamentavelmente seco, eu diria…

O outro prato escolhido naquela noite foi um Spaghetti Alfredo, que o marido tanto ama.

Foto "cedida" pelo chef ;)

Massa PERFEITAMENTE no ponto que até parecia de mentira. Se me pedissem para dar um exemplo de sucesso no cozimento de uma buona pasta, seria esse macarrão. Repleto de (agora sim) tenros pedaços de frango e molho que cumpria seu papel, mas não empolgava. Faltou personalidade ao molho, ou então era saudades da mão do Chef.

Como eu já esperava não ia rolar pegar a bolsa e me mandar antes de provar as sobremesas pelas quais eu tanto babei vendo fotos no Instagram.

Pedi logo duas e que se dane o regime: Banoffee Pie e Nutella Crunchy Tart (R$ 14,00 cada)

Intensa, aveludada e com sabor pronunciado de avelã, que dá um toque muito mais sofisticado à sobremesa.

E a minha preferida, a Banoffee Pie: torta de banana, doce de leite e chantilly… que veio congelada. :(

O ideal é que ela tivesse vindo “fofa” desse jeito aqui ó:

Foto by Ferraro Jr http://blogquedelicia.com/

Apesar desse pequeno descuido, todo o potencial estava lá. E olha, vou te contar: banana com caramelo nunca foi tão bom!

No fim das contas, o Spago se mostrou digno de muitos repetecos, principalmente pelo bom custo-benefício dos pratos e qualidade dos ingredientes.

As falhas que eu citei aqui me parecem ser sinais de uma cozinha que ainda precisa ser mais afinada e, a julgar pelo desempenho de Bertolazzi no Zena, com certeza será! ;)

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