Archive for fevereiro, 2012

28 fevereiro
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Suki-Shabu? O Rangetsu of Tokyo tem!

Poucas mesas, nada de placa na porta, ambiente acolhedor e um público predominantemente japa e disposto a gastar um singelo montante pelos itens do cardápio. Rapidamente foram essas as impressões que eu tive ao entrar no pequeno salão e escolher uma mesa colada ao  jardim japonês do outro lado da janela, para então dar uma olhada no cardápio.

O Rangetsu é a uma filial de um tradicional restaurante de Tóquio que antes de abrir a casa em SP, há mais de 10 anos, estava presente unicamente nos Estados Unidos.

Grande parte de sua fama se deve aos pratos feitos com carne de gado wagyu, o famoso kobe beef. Sabe aqueles bois japoneses que são tratados a pão de ló, recebem massagens e bebem cerveja? Então… tudo isso para que produzam umas das mais caras carnes do mundo,  espetacularmente macia e entremeada de gordura – o que a torna suculenta em um nível estratosférico.

E naquela noite eu estava lá para conhecer, junto com a CrisKimi do Snack in Box, um novo menu fechado que estará no cardápio somente no mês de Março, o Suki-Shabu Course (R$ 110,00) composto por 4 pratos, 1 sobremesa e uma cerveja Kirin.

Dispensei a Kirin e pedi um shot de sangria feita com sakê. Bem suave, delicinha.

A primeira etapa do menu são essas três entradinhas frias:

Do topo para o sentido horário: Costela de Porco Negro, Lulas com Legumes e Conserva de Raiz de Lótus.

Tirando a conserva de Lula, que estava extremamente ácida, os outros dois me fizeram querer pedir mais. A carne do porco negro, ligeiramente mais adocicada que aquela que estamos acostumados, e a raiz de lótus, levemente apimentada, faziam uma dupla bacana.

Na sequência trouxeram o delicioso Katsu feito com gordos cubos atum empanados em legumes. Ótima fritura, casquinha crocante e interior macio.

Então foi a vez do trio de sahimis que começava com Roll de garoupa com broto de nabo e molho de pimenta vermelha, passava para Buri (olho de boi) selado com vinagrete de nabo ralado, limão siciliano, tomate e afins e terminava com Lula strings temperada com shisso

O buri maçaricado levou a melhor entre os três. Confesso que não gostei muito da lula, mas sei que a culpa era do tal do shissô que tem um sabor bem enjoativo no sentido pleno da palavra.

Depois desse trio começam a chegar à mesa os itens que o simpaticíssimo chef da casa, Nobuo Kuko, utiliza para preparar o Suki Shabu, esse mix de Sukiyaki com Shabu Shabu, que se diferencia essencialmente dos dois pelo sabor mais agridoce do caldo utilizado para cozinhar as lâminas de Kobe Beef

Os "temperos" que dão sabor ao caldo

Chef em ação

Kobe Beef prontinho para cair no caldo.

Aí o esquema é o seguinte: o chef incorpora todos os itens que vão dar vida ao caldo deliciosamente agridoce, quando tudo aquilo estiver em ebulição cada um coloca seu kobe beef para cozinhar ligeiramente dentro da panela e os mais “ousados”  mergulham o bifinho de kobe recém saído do caldo nesse ovo cru que o próprio cliente bate ali na mesa.

Digo “ousado” porque comer ovo crú não é um hábito muito comum entre a maioria das pessoas (e o negócio é FORTE), mas diga-se de passagem esse ovinho batido dá um up no prato.

A combinação do Kobe Beef – excelente por si só – cozido no caldo ultra aromático e saboroso, molhado nesse ovo é sensacional! Sabor marcante, complexo e levemente adocicado…dá até água na boca de lembrar!

Uma tradicionalíssima Gelatina kanten (a base de algas) repleta de frutas tropicais finaliza a sequência de pratos:

Sinceridade? Não é nem de longe o que mais me agrada para fechar um jantar, mas considerando que eu já estava quase em coma alimentar depois de comermos tão bem…uma gelatininha sem graça não fez diferença nenhuma na minha felicidade!  ;)

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16 fevereiro
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In Burgers We Trust

Miséria pouca é bobagem, então olha eu aqui  novamente falando de hambúrger.

Ou melhor, falando de New York Prime Burger – como são entitulados os lanches no Butcher´s Market.

Ganhador na categoria melhor hambúrger da Veja São Paulo 2011-2012, sempre lotado e igualmente bem falado. Esse é o resumo básico da casa comandada pelo jovem chef Paulo Yoller.

Ambientação super bem construída com pinturas nas paredes que retratam os cortes das carnes, muitos ganchos e apetrechos de açougue pendurados pelo teto:

Pelo salão, mesas comunitárias para até 10 pessoas e garçons “mudernos” que, notavelmente, trabalham com a cabeça na lua. Então já sabe: não espere o melhor atendimento do mundo – ainda que eu torça para que esse seja um ponto melhorado com o tempo.

Logo na escolha da bebida me peguei de amores pelo Lemon Juuice (R$ 7,00) que combina perfeitamente suco de limão com lima da pérsia, hortelã e club soda. Leve, fresco, equilibrado e eu poderia tomar uns 2 litros sentada na beira de uma piscina nesse verão.

Da lista diminuta de entradas, assim como o resto do cardápio, optamos por fritas com e sem chili (R$18,00):

Detonamos em 6 pessoas os dois generosos potes de batatas, que só poderiam ser um pouco mais crocantes. O chili, em compensação, estava de parabéns: encorpado, saboroso sem ser absurdamente potente.

Para não ter uma overdose de chili deixei de pedir o Chili Cheese Burger (R$ 27,00) e escolhi o Joint  Burger (R$27,00) com alface, mozzarela e cebola roxa caramelizada:

Adorei que o pão vem tostadinho, acho que na manteiga, e isso só acabou com meus planos de não comer a parte de cima do pão, como se isso fosse me livrar de muitas calorias.

O hamburger é bem ao estilo americano, mais pesadão, o que entrega que deve ser feito com carnes um pouco mais gordas e suculentas.

Pedi ao ponto para mais e veio exatamente assim e tudo estaria perfeito se eu não tivesse sentido falta de um tchan a mais na carne – para o meu paladar estava ligeiramente sem tempero. Talvez visitas futuras me mostrem que esse foi apenas um ponto fora da curva…

A cebola me pareceu mais curada do que caramelizada – eu esperava algo mais dourado e adocicado.

Algo me diz que eu teria sido infinitamente mais feliz com o Chili Burger.

Afoguei esse momento de arrependimento pedindo o colossal IceCream Sandwich (R$ 17,00): uma bola de Haagen Dazs entre dois cookies sensacionais, daqueles úmidos por dentro e crocantes por fora.

Só não seja um ser glutão como eu e obrigue alguém a dividir essa árdua tarefa com você. ;)

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08 fevereiro
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Bolo de cenoura 2.0 – ICAB

Unanimidade. É essa palavra que define bolo de cenoura com chocolate – e duvido que apareça alguém aqui que ache o contrário.

A questão é que a gente nunca acha que algo tão simples pode ser TÃO melhor.

É aí que eu lhes apresento o fantástico bolo de cenoura da Chocolates ICAB:

Fonte: https://www.facebook.com/profile.php?id=100002551685636

Já morreu só de ver a foto ou aguenta mais dois parágrafos para saber de onde ele vem?

A ICAB produz chocolates em Curitiba desde a época da minha vó mocinha (tipo 1930) e em suas lojas podem ser encontrados bombons, biscoitos e mais recentemente sorvetes. Para a minha sorte, a mais nova loja fica insuportavelmente perto do escritório em que trabalho e, depois de muito relutar, acabei passando por lá e aí me lasquei. Acho que eu já sentia o drama que estava por vir.

Fonte: https://www.facebook.com/profile.php?id=100002551685636

Uma loja agradabilíssima, perfeita para fugir da loucura nossa de cada dia e tomar um café mais caprichado em um ambiente bacana.

Na minha primeira visita pedi um Chocolate Quente (R$ 5,00) e alguns bombons (acho que R$ 3,00 cada).

Ótimo chocolate de receita italiana é utilizado para fazer os bombons. A versão de Damasco premium argentino (bem azedinho), recheado com castanha de caju e envolto em chocolate ao leite  é de matar a pau e aquele que se chama Preferida, um dos “centenários da casa, e leva em seu interior uma uva branca inteira curtida em seu próprio licor também é notável.

Agora para o verão eles lançaram uma linha de sorvetes artesanais (iogurte com maracujá, frutas vermelhas, chocolate trufado, chocolate com macadâmia e doce de leite, coco, pistache) que entra de vez para o cardápio, alternando somente alguns sabores sazonais ao longo do ano:

Fonte: Divulgação

Mas o ponto alto mesmo é quando chega à mesa o Bolo de cenoura (R$ 7,00 a fatia) fofo e úmido ao extremo, recheado com suave brigadeiro e coberto por ganache potente. De quebra vem uma mini jarra com cobertura de chocolate amargo para anunciar que o pé certamente vai se atolar na jaca.

É surreal! Tipo tudo o que eu poderia desejar de ideal em um bolo de cenoura com chocolate!

Juro, eu não sei o que você ainda tá fazendo sentado aí lendo enquanto esse bolo está lá te esperando! ;)

ICAB

Rua Ministro Jesuíno Cardoso, 465

Vila Olímpia

Tel: 2367.2228

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07 fevereiro
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O verão pede: Insalata

Bem ali no pé dos Jardins fica um dos restaurantes que eu mais gosto de ir quando quero fingir que sou saudável, magra e todas essas coisas surreais.

O Insalata deve estar instalado na Al. Campinas há pelo menos uma década e, mesmo sem o menor forfé em torno dele, vive lotado. Dificilmente você encontra o lugar com mesas dando sopa, seja no almoço ou jantar.

Fonte: sumisuraperme.blogspot.com

Mas vai por mim, vale a pena: saladas bem montadas que dão água na boca até em quem não se vê comendo mato nessa vida. Sem contar os risotos e massas que sempre fazem bonito!

Entre mais de 10 tipos de saladonas, a que faz minha boca salivar mais rápido é a Caprina (R$ 32,80)  que leva um delicioso naco de queijo de cabra levemente aquecido coberto com mel, mix de folhas, repolho roxo, pêra, tomate cereja e molho à base de azeite extra virgem.

Peça um grelhado que não seja o oscilante  Hamburger de Fraldinha –  já enfrentei “securas” mais de uma vez com ele – e seja  feliz. Boas opções são o Baby Beef e o Salmão.

Outra opção excelente é a Estocolmo (R$ 31,80):  mix de folhas, tartar de salmão, maçã verde, tomate cereja, amêndoas, torradinhas e molho à base de mostarda.

Para quem não encara um mato florido desses nem por decreto, peça o excelente Risoto Funghi Secchi ou ao Ragu de Fraldinha ( ambos R$ 37,60 quando acompanhados por um grelhado).

Nesse dia não tive poderes sobre a definição do risoto – que era do marido- mas foque na troca do tradicional arroz arbóreo pela opção de 7 grãos e se surpreenda. A textura é outra e o sabor também, uma coisa mais rústica que muito me agrada.

Se você estiver realmente só no fingimento de ser leve e equilibrado, peça o Petit Gateau de Doce de Leite (R$ 15,80) e se farte com o bolinho de massa bem fina, levemente crocante e hiper recheada de doce de leite quentinho. ;)

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