Archive for abril, 2012

26 abril
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Dolce Gusto Genio, a evolução da “multi-cafeteira” caseira

Gostar e saber apreciar café é algo que, na minha opinião, só vem com o tempo e o treino. O que eu sei é que tenho adquirido cada vez mais o costume de tomar café e descobrir o que mais me agrada dentro dessa “seara”.

E um fato já foi esclarecido: ainda não estou preparada para ser plenamente feliz com uma máquina Nespresso (a partir de R$ 395,00) em casa. Café de gente grande, sabe? Super premium, variedades mil, qualidade inegável… mas ainda não para o meu inexperiente bico.

E aí que tem também a Dolce Gusto, uma maquineta mais versátil e que, hoje em dia, oferece 15 tipos de cápsulas que se transformam em bebidinhas diferentes.

Eu que já estava namorando uma Dolce há tempos, fiquei ainda mais motivada quando soube que a versão Genio (a partir de R$ 499,00) foi recentemente lançada.

Diferente das versões anteriores, a Genio é automática e dispensa o controle manual da liberação da água para o preparo das bebidas.

Você pode seguir a indicação impressa na cápsula ou determinar ao seu próprio gosto qual será a quantidade de água utilizada.

Das 15 cápsulas diferentes que eu havia mencionado, 3 são novos sabores lançados há pouco tempo: Chai Latte, Capuccino Skinny e Espresso Barista. Os dois primeiros somente serão vendidos através do site da Dolce Gusto ou em lojas específicas como Sam’s Club e Home&Cook.

Os lançamentos de 2012:

O Chai Latte, mistura indiana de chá preto, leite e especiarias que variam de acordo com o gosto de cada família conta com cardamomo, canela, gengibre e cravo, na versão desenvolvida pela Nestlé.

Ele é bem aromático e traz aquela sensação gostosa de conforto. Ainda mais quando se adiciona ao fundo do copo uma misturinha que não é de deus: 1 colher de leite condensado com 1 de creme de leite. Ai ai..

Chai Latte quase pronto

Já o Espresso Barista é o retorno aquele papo de café para gente grande: mais forte, torrado e potente do que todos os outros espressos da marca.

O Capuccino Skinny, que tem somente 49 calorias, foi totalmente subvertido ao ser incorporado em receitas hiper calóricas e deliciosas criadas pela barista Eliana Relvas, presente no evento organizado pela Nestlé para apresentar as novidades da marca Dolce Gusto.

Umas das que eu mais gostei foi essa aqui ó:

Bolacha Negresco triturada com uma bela camada de ganache de chocolate por cima, que impedia o contato do Capuccino Skinny com os tecos crocantes de bolacha.

Óbvio que eu precisei inventar alguma coisa bem gorda também e lá fui eu trocar o ganache de chocolate por boas colheradas de doce de leite e adicionar algumas raspas de chocolate ao leite por cima de tudo:

E se você pensa que a brincadeira acabou por aí, está enganado. Fiquei tão empolgada com essa história de poder fazer vários cafés, capuccinos e bebidas geladas que fui massacrada pela vontade de ter uma Genio só para mim.

Eis que fui de noite até a loja e trouxe a minha para casa, feliz da vida!

Olha ela aí! :)

11 abril
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A feira que é o sonho de todo comilão

A genial ideia do chef Checo Gonzales já se alastrou por todos os cantos e eu aposto que vai dar muito mais que certo!

Ele promoverá mensalmente, em parceria com diversos chefs, a feira “O Mercado“.

O esquema é simples: rodar pelas barraquinhas muito bem selecionadas e escolher tudo de delícia que você quer comer, por preços que vão de R$5,00 a R$ 20,00.

A vontade que eu tenho é de dar um abraço nele por tirar do papel uma iniciativa tão boa quanto essa!

Veja abaixo o que rola na primeira edição que acontece das 24:00 de 21/abril às 05:00 do dia 22:
Alexandre Leggieri/Herbert Bierwagen _ Cannoleria: cannoli

Fonte: http://www.cannoleria.com/

Carlos Ribeiro _ Na Cozinha Restaurante: buraco quente

Fonte: http://colunistas.ig.com.br/comidinhas

Checho Gonzales _ Cebicheria Gonzales: anticuchos e cebiches


Daniela Bravin _ Bravin: vinhos e coquetéis


Dagoberto Torres _ Suri Ceviche Bar: arepas


Deepali Bavascar _ sabores da índia: samosas vegetarianas

Fonte: http://mdemulher.abril.com.br/culinaria/receitas/samosa-425259.shtml

Henrique Fogaça _ Sal Gastronomia: Sanduíche no pão ciabata com carne seca desfiada, azeite de gengibre, queijo de cabra, tomate e rúcula

Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/saopaulo

Janaina Rueda _ Bar da Dona Onça: arroz de puta rica

Fonte: http://vejasp.abril.com.br

Lourdes Hernandez _ Casa dos Cariris: tostadas, margaritas e micheladas

Fonte: http://revistaepocasp.globo.com

Marcos Carnero _ Pão filosófico: pães

Fonte: http://cadernodopadeiro.blogspot.com.br/

-Pipa/Kerstin – Comida de Papel (burgueres)
-Rene Aduan Jr. – Alma Rustica Gastronomia (defumados e hidromel)

Fonte: http://almarustica.com/hidromel-hummel/

-Tibira – Caos (coquetéis)

Fonte: http://blogs.obaoba.com.br/tanapista/bem-vindo-ao-caos/

A entrada é gratuita e você só paga o que consumir. ;)

R. Minas Gerais, 352 – Higienópolis (Pátio do Sal Gastronomia)

10 abril
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Maramiah: ainda é possível comer bem por preços justos em SP

Pratos árabes clássicos, bem servidos e com aquele gostinho de que foi a “vó” quem lhes conferiu o tempero bem balanceado – essa é a proposta que o recém inaugurado Maramiah Arabic Salt & Soul   oferece aos seus clientes.

Algumas outras características, fundadas em preceitos islâmicos, também o diferenciam em meio a tantos outros:

  • É o primeiro restaurante no Brasil a incluir no cardápio pratos tipicamente Palestinos, como a Maqluba – que veremos adiante.
  • Utilizam somente carnes de animais que passaram pelo processo Halal de abate – através da degola Halal, o animal tem a interrupção do fluxo sanguíneo ao cérebro, o que causa morte instantânea e não dá chance para que sejam liberadas toxinas que contaminariam a carne.
  • Carne suína não é utilizada em suas preparações.
  • Estabeleceram parceria com a campanha Não foi Acidente, que tem por intuito alertar e acabar com a impunidade aplicada aos acidentes de trânsito motivados pelo consumo de álcool, e não comercializam nenhum tipo de bebida álcoolica – o que acaba por delinear o público que o frequentará e, certamente, vai aprovar a extensa “carta” de sucos e smoothies oferecidos.
Quando chegar lá, se dirija a uma das aconchegantes tendas instaladas no andar superior:
Como eu já disse, lá os pratos são super fartos (servem pelo menos 3 pessoas) e ao abrir o cardápio pode ser que você, frequentador de outros estabelecimentos em SP, tome um susto: opções que em sua maioria variam de R$ 9,00 a R$ 25,00.
Para começar você pode pedir o Trio de Pastas (R$9,00) composto por babaganuj – que surpreende pela leveza e ausência de acidez que muitas vezes a berinjela confere à pasta, coalhada e homus (à base de grão de bico).

O Kibe Crú( R$ 9,00) , de carne incrivelmente fresca, com certeza foi um dos mais bem preparados que pude provar. Na foto abaixo, logo após o Kibe em sentindo horário: a imensa Esfiha Marroquina (R$ 3,50) recheada de homus e carne moída e massa fininha,  a Kafta Maramiah Arais (R$ 13,00) que definitivamente foi o achado da noite: suculento lanche de kafta frita no pão sírio que é levadio à chapa bem quente até que a carne comece a suar, deixando o pão impregnando de sabor…humm! Na sequência o bom Kibe redondo frito (R$ 14,00) recheado com nozes, amêndoas, cebola e carne moída e por fim a porção de Tabule (R$ 9,00)

Bom também é o Arroz Marroquino com Frango (R$ 21,90), nozes e infinitas amêndoas douradas na manteiga e um aroma de canela que só de lembrar, me faz salivar.

Percebeu que tudo isso já dava para alimentar uma tropa, certo? Mas o prato principal chega agora: a Maqluba (R$ 59,00).

Também conhecida como a Paella Palestina (que pode ser de Frango, Músculo ou Vegetariana), o prato chega à mesa assim, ainda dentro da panela e é “desenformado” na frente dos convidados.

Acompanhada por um molho de coalhada  com iogurte, as panelas guardam dentro de si uma singela montanha de arroz aromático e amanteigado, repleto de rodelas de batatas, couve flor, berinjela e tenros pedaços de carne.

É o tipo da comida que te abraça e faz feliz, diante de tanta simplicidade e sabor reconfortante.

É comida para se fartar e lamber os beiços junto de um bom grupo de amigos. ;)

05 abril
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A sobremesa que faltava na sua Páscoa

Para quem estiver  com aquele comichão de se arriscar na cozinha e preparar uma sobremesa para a Páscoa, tente fazer um Carrot Cake, o bolo de cenoura em estilo americano que faz feliz 11 entre 10 comensais. ;)

Ingredientes:

MASSA

200g de açúcar mascavo

195g de açúcar refinado

150ml de óleo

3 gemas

100g ricota peneirada

280g farinha de trigo

2 colheres chá de bicarbonato de sódio

2 xícaras de cenoura ralada

50g uva passa

80g nozes picadas

3 claras em neve

Canela à gosto

Junte na batedeira os seguintes ingredientes: mascavo, açúcar branco, ricota, gemas e o óleo. Bata até que fique uma mistura homogênea. Acrescente a cenoura e o bicarbonato, continue batendo e, por fim, adicione aos poucos a farinha de trigo.

A massa nesse estágio fica um pouco densa. Adicione, mexendo à mão, as nozes, passas, canela e por último incorpore as claras em neve.

O resultado é algo mais ou menos assim:

Unte uma forma com óleo (eu usei uma de silicone, que não precisa untar), despeje a massa e leve ao forno 180 graus de 20 a 30min.

Quando esfriar completamente, desenforme e prepare a cobertura.

COBERTURA

125g margarina

1 potinho cream cheese

1 xícara chá de açúcar confeiteiro

Suco de meio limão

Bata todos os ingredientes na batedeira até que se forme um creme liso e consistente.

Se você não tiver o menor problema em passar vergonha no almoço da família, faça como eu e pegue aquele saco de confeiteiro nunca antes utilizado e coloque para fora o Kandinsky que existe dentro de você:

Ta-da!

Depois, se tudo der certo (ou não), volte aqui para me contar. ;)

Feliz Páscoa!!

03 abril
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A Índia além das vacas e riquixás

O Klein já veio aqui contar sobre uma de suas viagens para Bali e agora ele volta para falar sobre a última visita que fez à Índia e tudo o que (conseguiu) comer por lá.

Vem!

Fonte: http://www.flickr.com/photos/betta_design/

“É quase um consenso entre viajantes, médicos e guias de viagem que, em estadias de menos de duas semanas na Índia, a dieta deve ser estritamente vegetariana de forma a evitar possíveis complicações gastrointestinais devido aos temperos e especiarias usadas nos pratos que levam carne. Nos dez primeiros dias que eu e a Carol passamos na Índia ficamos restritos a uma meia dúzia de três pratos a saber: biryani, dal fry, aloo gobi; além de arroz e saladas de tomate e cebola.

Dal Fry: lentilhas cozidas com especiarias

A comida indiana é, assim como a tailandesa, bastante apimentada. O que difere as duas (isso na versão de um leigo na cozinha, no caso eu) é o fato de que o fator “picante” faz parte da comida tailandesa, mas não eclipsa o sabor dos pratos que você come. Na Índia, tem-se a impressão que o tempero sempre se sobressai além do necessário, além de parecer que tudo o que você come tem o mesmo gosto.

Contudo, com o tempo você começa a diferenciar os sabores, os pratos apimentados não parecem tão apimentados assim, os olhos ficam menos marejados quando você come, os lábios ficam menos avermelhados e a garganta menos inchada.

Enfim, tudo isso pra dizer que os nossos primeiros dias foram de adaptação e de certa forma meio insossos dada a pouca variabilidade de nossas refeições.

Isso começou a mudar em nossa penúltima noite na Índia, quando voltamos para Nova Délhi para pegar o avião de volta para o Brasil dois dias depois. Na árdua tentativa do nosso táxi tentar encontrar o nosso hotel, andando pelas estreitas e movimentadas ruas de Karol Bagh (um ótimo lugar para os turistas), a Carol vê um restaurante abarrotado de gringos.

Karol Bagh

Um restaurante abarrotado de gringos significa que:

i) ele é recomendado por um guia de viagens;

ii) provavelmente a comida é menos apimentada.

Assim que achamos o hotel e nos instalamos, corremos para o “Spicy Bar”. Não sei exatamente onde se encaixa o “Bar” nesse caso, visto que essa palavra só é encontrada em estabelecimentos que comercializam exclusivamente bebidas alcoólicas. Decidimos que a nossa dieta até então semi-vegetariana (era parcialmente quebrada em visitas esporádicas ao McDonalds e KFC) seria quebrada definitivamente naquele dia. A viagem já estava acabando e o perigo de adoecer não atrapalharia mais os nossos planos.

Como entrada, o restaurante fornece uma porção de cebolinhas roxas acompanhadas de um molho de erva-doce bastante suave. Um dos pontos mais interessantes do relacionamento entre eu e a Carol é que os dois adoram cebola e comem aos montes quando possível. Dessa forma, o mau-hálito provocado pelas cebolas fica em segundo plano. Além disso, pedimos alguns chapatis (como se fosse um pão sírio, só que menos encorpado) e acatamos a sugestão do dono do lugar e pedimos pão de alho, que revelou-se ser uma das estrelas da noite. A opinião foi unânime de que esse foi o melhor pão de alho que já comemos em nossas vidas com sobras.

Como pratos principais pedimos o Tandoori Chicken, o Kashmiri Curry e arroz para acompanhar o curry. Apesar de ter passado 45 dias na Índia entre 2008 e 2009, a única vez que comi Tandoori Chicken foi em uma pequena cidade da Malásia, país com forte presença indiana. Tandoori significa “feito no tandoor”; tandoor por sua vez é um forno cilíndrico feito de barro. Portanto, Tandoori Chicken é um frango feito no forno cilíndrico de barro. Antes disso ele é marinado em um iogurte temperado com alho, gengibre, pimenta, entre outras especiarias. Depois de assado ele fica com uma coloração bem avermelhada e o sabor é quase impossível de ser descrito de tão bom que é. É forte e ao mesmo tempo suave, sendo que é possível distinguir boa parte dos ingredientes que vão no frango. Quanto ao Kashmiri Curry, nós o pedimos porque estava escrito “everyone’s favourite” no cardápio. E de fato ele é muito bom! Um típico curry de frango, um pouco forte, mas na medida e que casou bem com o arroz que pedimos.

De sobremesa, uma bola de sorvete de coco e gulab jamun, doce conhecidíssimo da dona deste blog e que certamente a fará relembrar dos almoços no indiano da Rua Matias Aires (em frente ao “Grego”) na região da Paulista.

Gulab Jamun: bolinhos embebidos em calda de água de rosas

 O dono do lugar gostou da gente, sugeriu pratos, conversou, ajudou, pediu pra trazer mais cebolas e por fim nos convidou a fazer um tour pela cozinha. Lá, gravamos o cozinheiro fazendo o pão de alho e o curry, além de posarmos para fotos com todos os integrantes da cozinha. Não contente, o simpático senhor de turbante nos levou a outro restaurante da família, o “Aroma Spice”, apresentou o dono e nos ofereceu uma xícara de chai. Para finalizar, uma pitada de sabedoria: ele disse que em primeiro lugar eu tenho de fazer a Carol feliz; depois, Deus(qualquer que seja ele) se encarregaria da minha felicidade. Um belo exemplo da hospitalidade indiana que, infelizmente, acaba sendo sendo dissipada na espessa nuvem de riquixás, poluição e pessoas má-intencionadas que todos os turistas acabam tendo de enfrentar.

 Vamos às contas: uma cerveja (Kingfisher) + Tandoori Chicken (4 pedaços) + Kashmiri  Curry (uma tigela cheia) + arroz (um prato grande) + chapatis + pão de alho + sorvete com gulab jamun = R$ 28 para o casal.”

Para quem se interessou, o tal do restaurante próximo a Av. Paulista é o lactovegetariano de inspiração indiana Gopala Hari ;)

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