Archive for the 'Carnes' Category

19 março
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Ramona e o melhor pudim de todos os tempos

Conheci o Ramona em umas das incursões da minha turma de Pós Graduação pelas boas bocadas no Centro de SP e desde então, após ter provado o pudim que dá título a esse post, já voltei ao charmoso restaurante decorado com tijolos de espelho e poltronas bacanas bem umas 3 vezes.

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A cada nova visita dois fatos ficam bem esclarecidos:

1) a comida de lá consegue manter uma regularidade e ser sempre bem feita

2) o pudim continua sendo imbatível – mas já, já chegamos nessa parte.

Em todas essas vezes que estive lá, pude provar alguns pratos BEM bons do cardápio deles. Olha só:

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Bucatini ao sugo de rabada cozida lentamente até desmanchar (R$ 37,00).

PQP esse molho… é de passar na cara de tão bom! Encorpado, saboroso e não tão gordo quanto eu já esperava. Adoro massas grossonas como o Pici e o Bucatini, com um molho desses então… Definitivamente, é o tipo de prato que me faz feliz em dias cinzas e chuvosos como os que estamos vivendo ultimamente.

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Na segunda visita decidi pegar mais leve e não enfiar o pé na jaca rabada. Escolhi esse Fusilli com 5 tipos de cogumelos, queijo cottage e ciboulette que me deixou felizona pela sua leveza e tempero acertados.

Provei os pratos dos vizinhos e gostei de ver que ali a carne também era bem feita: suculenta e no ponto solicitado.

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Filé, cebolas pérolas assadas e purê de batatas – R$49,00

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Bife Ancho grelhado com alho e legumes chamuscados – R$ 47,00

Diferente das carnes, o Cheeseburger Ramona (200g fraldinha coberta com queijo Canastra, ovo caipira frito, maionese da casa, alface romana e tomate caqui – R$ 33,00) que pedi da última vez estava ligeiramente seco e sem graça.

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O final de todas as minhas refeições no Ramona tiveram, sem exceção, o pudim que no cardápio é definido como “Simplesmente o melhor pudim de leite todos os tempos – R$ 15,00″.

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Eu, que não sou NADA fã de pudim de leite quase entrei em choque quando provei esse daí.

Ao comer a primeira colherada torna-se incompreensível como algo tão cremoso, sedoso e leve consegue se manter de pé em forma sólida.

Juro que ainda vai ter um dia que vou ao Ramona só para fazer uma refeição de 3 pratos: todos eles pudim! ;)

11 dezembro
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Ceia de Natal de babar!

Fim de ano é sempre aquela correria com todos os eventos e últimas pendências a serem resolvidas…Pensar na Ceia é sempre aquela última prioridade que acaba desesperando muita gente, afinal de contas Natal PRECISA ter comida boa – o que nem pra todo mundo (e nessa eu me incluo) é fácil de preparar.

Imagina a minha felicidade quando soube que a Condimento, o bistrô parecido com casa de bonecas que faz doces e pratos sensacionais, está com um cardápio especial para encomendas de Ceia que é de fazer as lombrigas pularem para fora.

Olha só o que tem para esse Natal:

CLIQUE PARA AUMENTAR

Gzuis! É muita coisa boa pra um só jantar. Eu já sei o que mais me atiça: Salada de Arroz Selvagem, Cebola pérola glaceada, Rosbife de Filé e Apple Pie.

Mas fique esperto pois os pedidos só serão aceitos até 18/12 e a retirada deve ser feita no dia 24 até às 14:00. ;)

 

CONDIMENTO

Rua Itapura, 1525 – Anália Franco

Tel.: 3554.1525

 

 

14 março
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O sempre bom Mestiço

15 anos com fila de espera na porta dia sim, dia também. Salvo raras exceções como Carnaval e Ano novo, é essa a situação sempre que passo na porta do Mestiço.

No vasto cardápio constam diversos pratos da culinária thailandesa e outros tantos que variam entre cosmopolitas e regionais. Pronto, justificou-se plenamente o nome do restaurante!

Sempre que vou ao Mestiço namoro TODO o cardápio de opções tentadoras por minutos a fio, mas acabo me fartando mesmo é nas entradinhas que eu considero sucesso em 110% das vezes.

As deliciosas Krathong-Thong (R$19,20): cestinhas crocantes, tipo massa de pastel frita, recheadas com frango moído, milho e temperos – incluindo um toque de coentro.

http://www.mestico.com.br/

São viciantes. O prato todo se vai antes mesmo que você perceba o quanto já comeu!

Da Thailândia você pode cair na Bahia em um pulo só, pedindo a porção que traz à mesa 4 Acarajés (R$21,00) gorduchos, crocantes e acompanhados por um vatapá da casa, um pouco mais condimentado do que o normal.

Para os que não caem de paixão por culinárias tão étnicas, aproveite para conhecer o lado mais contemporâneo da cozinha do Mestiço e pedir o sempre bem executado Provence (R$53,10): filé ao molho de vinho branco com champignons, batatas e fresquíssimos aspargos  perfeitamente grelhados.

Esse Provence é algo assim..CERTEIRO. Taxa de arrependimento próxima a zero!

Preciso voltar logo para provar um dos pratos que entraram mais recentemente no cardápio, o Chaya: medalhão de filé, shiitake recheado com quinoa e legumes, batata doce sautée e cebolas caramelizadas.

Fonte: www.mestico.com.br

Entre as opções para a sobremesa está o carro chefe da casa, o frozen iogurte produzido por eles. Nesse dia pedi o bom sorvete artesanal de limão com baba de moça – que surpreende por não ser enjoativa, mas sim suave e fluída.

 

Quando a pedida for por um jantar literalmente miscigenado, já sabe onde ir para ser feliz! ;)

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07 março
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Majó: quando talento e empenho andam juntos.

Imagina uma pessoa quase em coma alimentar e feliz à beça. Pois esse era o meu estado depois do almoço que tive no Majó!

Colado no ICAB, esse restaurante de comida contemporânea abriu suas portas exatamente no dia da minha visita, em sistema de soft opening.  Sei que acabei caindo lá depois de me irritar com outros estabelecimentos vizinhos que estavam absurdamente lotados e despreocupados em ao menos organizarem uma fila de espera.

Como eles ainda não aceitam nenhum tipo de vale -refeição, acredito que esse era o motivo pelo o qual a casa estivesse tão vazia. O que é uma pena, considerando o baita almoço que essa galera perdeu.

Aproveitei a calmaria para conversar com Jorge Pasianot, um dos proprietários da casa, que me contou um pouco sobre a arquitetura e decoração do local que prioriza diversos aspectos sustentáveis. Entre eles o máximo aproveitamento da iluminação natural e as charmosas pastilhas redondas em diversos tamanhos e tonalidades feitas em argila, que promovem uma queda no aquecimento do ambiente que, consequentemente, diminui a necessidade do ar condicionado.

Tendo me inteirado um pouco mais sobre o Majó e percorrido 4 quadras nesse atual calor senegalês para chegar até lá, a única coisa que precisávamos eram duas bebidas bem geladas. Pedimos então o suco de Maracujá com Gengibre e a ótima Limonada Suíça, fresca e cremosa como bem deve ser.

O cardápio bem composto por diversos pratos contemporâneos - entre eles algumas opções vegetarianas- faz com que olhos ávidos por novidades brilhem.

Apesar de eu ter salivado pelo inusitado Ravioli recheado com abóbora japonesa, ricota e biscoito amareto feito na manteiga de sálvia (R$ 35,00),  não sobraram muitas dúvidas de que a pedida seria o menu executivo, milhões de anos luz a frente de qualquer outra opção da região dentro dessa faixa de preço (R$ 41,90) pela sequência abaixo:

A entrada do dia era a salada Cardoso, uma bem sucedida união de folhas verdes, pêra portuguesa ao vinho tinto, mousse de queijo de cabra e couscous marroquino.

Meu dia estava ganho assim que me deliciei com o suave mousse de queijo de cabra contrastando com a pera adocicada e o couscous muito bem temperado.

Para o prato principal a opção era um tenro peito de frango recheado com brie envolto em presunto de parma acompanhado por delicado purê de manjericão.

Foi mais ou menos nessa parte do almoço em que conheci o chef da casa, Antonio Sofia Neto, que após 20 anos trabalhando na Europa voltou ao Brasil para criar um cardápio conceitual que mais se aproximasse da alta gastronomia.

Ele contou que entre as opções feitas para o Majó uma das que ele mais gosta é Porchetta recheada com farofa de ameixa ladeada por purê de cará e aspargos tempurá (R$35,00)

Fui terminantemente obrigada a provar a macia barriga de porco, que ganha muito mais vida por ter ao seu lado uma das melhores farofas que já provei. Apetitosamente úmida, dourada e adocidada…poderia comer um balde cheio dela.

O tempurá de aspargos surpreendeu pela fritura extremamente crocante e sequinha.

Soube de antemão que as sobremesas não eram feitas na casa, o que evitou a surpresa de encontrar opções medianas que, definitivamente, não estão a altura dos pratos executados pelo chef.

O cheesecake (R$13,00), feito com mascarpone e coberto com geléia de morango só desapontou pelo fato da massa estar totalmente umedecida e não levemente crocante como deveria ser.

O Brownie de casquinha quebradiça poderia ser bem menos doce.

O balanço final sobre o Majó é simples. Se conseguirem manter o nível de cuidado e qualidade dos pratos, assim como no atendimento (que foi muito prestativo naquele dia) assim que o local estiver repleto de clientes, essa certamente será uma das mais gratificantes opções para fazer um almoço diferenciado na Vila Olímpia. ;)

Charme final: conta na caneca

Majó

Rua Ministro Jesuíno Cardoso, 459

Tel.: 3044.7696 ou 3045.2188

Aberto de Seg. à Sáb. somente no almoço.

 

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28 fevereiro
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Suki-Shabu? O Rangetsu of Tokyo tem!

Poucas mesas, nada de placa na porta, ambiente acolhedor e um público predominantemente japa e disposto a gastar um singelo montante pelos itens do cardápio. Rapidamente foram essas as impressões que eu tive ao entrar no pequeno salão e escolher uma mesa colada ao  jardim japonês do outro lado da janela, para então dar uma olhada no cardápio.

O Rangetsu é a uma filial de um tradicional restaurante de Tóquio que antes de abrir a casa em SP, há mais de 10 anos, estava presente unicamente nos Estados Unidos.

Grande parte de sua fama se deve aos pratos feitos com carne de gado wagyu, o famoso kobe beef. Sabe aqueles bois japoneses que são tratados a pão de ló, recebem massagens e bebem cerveja? Então… tudo isso para que produzam umas das mais caras carnes do mundo,  espetacularmente macia e entremeada de gordura – o que a torna suculenta em um nível estratosférico.

E naquela noite eu estava lá para conhecer, junto com a CrisKimi do Snack in Box, um novo menu fechado que estará no cardápio somente no mês de Março, o Suki-Shabu Course (R$ 110,00) composto por 4 pratos, 1 sobremesa e uma cerveja Kirin.

Dispensei a Kirin e pedi um shot de sangria feita com sakê. Bem suave, delicinha.

A primeira etapa do menu são essas três entradinhas frias:

Do topo para o sentido horário: Costela de Porco Negro, Lulas com Legumes e Conserva de Raiz de Lótus.

Tirando a conserva de Lula, que estava extremamente ácida, os outros dois me fizeram querer pedir mais. A carne do porco negro, ligeiramente mais adocicada que aquela que estamos acostumados, e a raiz de lótus, levemente apimentada, faziam uma dupla bacana.

Na sequência trouxeram o delicioso Katsu feito com gordos cubos atum empanados em legumes. Ótima fritura, casquinha crocante e interior macio.

Então foi a vez do trio de sahimis que começava com Roll de garoupa com broto de nabo e molho de pimenta vermelha, passava para Buri (olho de boi) selado com vinagrete de nabo ralado, limão siciliano, tomate e afins e terminava com Lula strings temperada com shisso

O buri maçaricado levou a melhor entre os três. Confesso que não gostei muito da lula, mas sei que a culpa era do tal do shissô que tem um sabor bem enjoativo no sentido pleno da palavra.

Depois desse trio começam a chegar à mesa os itens que o simpaticíssimo chef da casa, Nobuo Kuko, utiliza para preparar o Suki Shabu, esse mix de Sukiyaki com Shabu Shabu, que se diferencia essencialmente dos dois pelo sabor mais agridoce do caldo utilizado para cozinhar as lâminas de Kobe Beef

Os "temperos" que dão sabor ao caldo

Chef em ação

Kobe Beef prontinho para cair no caldo.

Aí o esquema é o seguinte: o chef incorpora todos os itens que vão dar vida ao caldo deliciosamente agridoce, quando tudo aquilo estiver em ebulição cada um coloca seu kobe beef para cozinhar ligeiramente dentro da panela e os mais “ousados”  mergulham o bifinho de kobe recém saído do caldo nesse ovo cru que o próprio cliente bate ali na mesa.

Digo “ousado” porque comer ovo crú não é um hábito muito comum entre a maioria das pessoas (e o negócio é FORTE), mas diga-se de passagem esse ovinho batido dá um up no prato.

A combinação do Kobe Beef – excelente por si só – cozido no caldo ultra aromático e saboroso, molhado nesse ovo é sensacional! Sabor marcante, complexo e levemente adocicado…dá até água na boca de lembrar!

Uma tradicionalíssima Gelatina kanten (a base de algas) repleta de frutas tropicais finaliza a sequência de pratos:

Sinceridade? Não é nem de longe o que mais me agrada para fechar um jantar, mas considerando que eu já estava quase em coma alimentar depois de comermos tão bem…uma gelatininha sem graça não fez diferença nenhuma na minha felicidade!  ;)

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