Archive for the 'Cultura gastronômica' Category

20 fevereiro
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Vida longa à Feirinha Gastronômica

Parece que finalmente a comida de rua está começando a florescer por São Paulo. E eu só fico mais e mais feliz por ver isso!

Depois do Chefs na Rua e de O Mercado, a novidade é a Feirinha Gastronômica: um encontro semanal (aos domingos, das 11:00 às 19:00 na Rua Girassol, 309 – Vila Madalena) de quem produz coisas gostosas a preços honestos com quem está procurando por elas. Tipo eu!

A primeira edição aconteceu no dia 17/02 e foi um sucesso. Entre as delícias desse último domingo: o salmão defumado no pão bagel do  Z Deli,  sorvetes italianos da Gelato Boutique e os Pastéis da Jeh, feitos com farinha de milho, que eu conheço como pastel de angu e sou louca por eles.

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A cada domingo mudam os expositores, então a diversão não termina nunca!

Sei que nesse próximo final de semana haverá a participação da Prandium, um buffet bacanérrimo de conceito mais natural e ofertas gostosas e nutritivas. Eu, que tento fazer de 2013 um ano mais saudável, torço do fundo do coração para que eles voltem à Feirinha em um domingo que eu possa ir.

Veja abaixo o cardápio que a Prandium vai oferecer na Feirinha do dia 24/02:

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Saladinha de rúcula, figos, queijo boursin e redução de balsâmico (da foto aí de cima)

Salada de alface americana, salmão defumado com molho de mostarda, mel e dill

Kit lanche 1: pão sete grãos, rosbife caseiro, rúcula e molhinho de mostarda e alcaparras

Kit lanche 2: pão sete grão com recheio de caponata de berinjela e molho pesto.

Qualquer opção sai por R$ 15,00 e cada Kit lanche ainda vem com um pedaço de bolo de mel com especiarias e cobertura de chocolate. Gzuis!!!

Sucos naturais de goiaba ou amora com gengibre (copo 300 ml) – R$ 4,00

 

Tipo de comida gostosa e que não pesa na minha consciência. Mas olha…devo confessar: se tudo que tiver nessas próximas Feirinhas for tão apetitoso quanto as opções aí de cima, pode ter certeza que não vai adiantar nada eu comer uma salada no começo…será pé enfiado com tudo na jaca. Certeza absoluta! ;)

 

 

 

13 dezembro
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Belém is the new black

Quem aqui sempre desejou ardorosamente ir para Belém do Pará? Aposto que, como eu, muita gente nunca cogitou muito essa ideia.

O fato é que Belém está em alta,  principalmente para os amantes da gastronomia, e com isso todas os seus outros atrativos ganharam mais exposição. Em relação à gastronomia, o que se vê atualmente é um saudável e crescente movimento de valorização  e uso dos ingredientes amazônicos na cozinha de grandes chefs aqui do Sudeste – o que os faz ir para lá “intercambiar” mês sim, mês não –  deixando uma horda de foodies mortos de vontade para conhecer as delícias Paraenses.

É basicamente esse o ciclo que colocou em evidência uma cultura gastronômica riquíssima que sempre esteve lá – só não era divulgada.

Em Outubro estive de terça a domingo nessa cidade de um povo tão atencioso e prestativo que até parte o coração em ver como ela é mal cuidada: limpeza pública péssima, mesmo nos lugares mais nobres e/ou turísticos.

Enfim…uma viagem de quinta a domingo já acho que é o suficiente para ter uma experiência geral do que é Belém e voltar para casa sabendo que existe um mundo imenso de possibilidades na cozinha utilizando frutos da nossa terra pouco conhecidos fora de seu local de origem.

Alugue um carro (pegar táxi só é fácil na porta do hotel e em pontos badalados…no meio darua é tarefa árdua – experiência própria) e reserve algum hotel que fique nos bairros de Nazaré, Umarizal ou Batista Campos e você estará no meio de tudo pronto para começar a jornada Paraense.

Minha primeira providência foi procurar a barraca mais famosa de tacacá, a da Dona Maria – em frente ao Colégio Nazaré.

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À partir das 17:00 a barracas está armada e começa a juntar um número considerável de pessoas que saem do trabalho e vão pra lá, incrivelmente, comer uma cuia (R$12,00) fervendo dessa sopa feita com tucupi (caldo da mandioca brava), goma de mandioca, jambu e camarão, sentados em banquetas na calçada sob uma agradável temperatura de 30 graus. E não suam! Só eu suava…MUITO e por todos os poros.

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Apesar do gosto peculiar e levemente ácido dado pelo tucupi e aquele efeito meio mentolado/meio amortecedor das folhas de jambu, eu achei o tacacá forte demais para conseguir virar a cumbuca todinha.

Se não tiver a fim de se escaldar, caia de cabeça no SENSACIONAL bolo gomoso de aipim. Meu deus! Coma todas as fatias que forem possíveis e ainda traga na mala..é demais de bom!

 

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 Outra tradição local é passar na Doceria Abelhuda ( a CONDIMENTO do Pará..rs) para tomar um café com leite acompanhado do Pão de Rosas.

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De rosas essa rosquinha não tem nada. Ela é feita com côco e queijo ralado, mas o toque de mestre fica pela calda de leite condensado que derramam sobre ela assim que sai do forno. Vontade de comer umas 5..tipo agora!

Para dar conta de tanto calor úmido, só tomando um sorvetinho na Cairu mais próxima a cada 3 horas. É sério…

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Boa parte dos sabores existentes servem como decoração da parede e eu recomendo fortemente o picolé de Tapioca e uma farta bola de Ameixa com Passas e Chocolate.

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Como nem todo mundo vive de doce (eu vivo), na Portinha você encontra os salgados recheados com a alma do Pará. São opções com Pirarucu defumado, queijo cuia, jambu, etc, etc.

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Bom também é o brigadeiro com geléia de cupuaçu misturada na massa!

Mas fique esperto, pois a salgaderia que tem apenas 3 lugares para sentar só abre de quinta à domingo, à partir das 17:00.

Para fechar esse primeiro e imenso post sobre a viagem, fica a última dica de algo mega tradicional em Belém: peixe frito com açaí e farofa.

Antes de qualquer foto, deixo o aviso para que não façam essa indispensável degustação nos quiosques do Ver-o-Peso. Quem diz isso não sou eu, mas sim a médica plantonista que me atendeu no PS quando cheguei desmaiada devido à uma intoxicação alimentar ferrada. Pelo o que eu entendi, é necessário ter anticorpos previamente adquiridos para se aventurar  por lá.

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A cara é boa, o gosto é bom, o açaí de lá é realmente um tapa na cara de quem sai daqui com a doce e congelada lembrança na mente – o de lá é 10 vezes mais forte, levemente amargo e eles comem em temperatura ambiente com lascas de gelo no fundo do pote, misturado com uma farinha grossa) mas as condições de higiene são as seguintes:

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Foco no peixe na borda do balde

Faça muito melhor do que eu e vá até o Point do Açaí para provar a iguaria.

É… tá achando que cacique de fora pode com tudo em Belém? ;)

 

 

 

 

 

 

03 abril
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A Índia além das vacas e riquixás

O Klein já veio aqui contar sobre uma de suas viagens para Bali e agora ele volta para falar sobre a última visita que fez à Índia e tudo o que (conseguiu) comer por lá.

Vem!

Fonte: http://www.flickr.com/photos/betta_design/

“É quase um consenso entre viajantes, médicos e guias de viagem que, em estadias de menos de duas semanas na Índia, a dieta deve ser estritamente vegetariana de forma a evitar possíveis complicações gastrointestinais devido aos temperos e especiarias usadas nos pratos que levam carne. Nos dez primeiros dias que eu e a Carol passamos na Índia ficamos restritos a uma meia dúzia de três pratos a saber: biryani, dal fry, aloo gobi; além de arroz e saladas de tomate e cebola.

Dal Fry: lentilhas cozidas com especiarias

A comida indiana é, assim como a tailandesa, bastante apimentada. O que difere as duas (isso na versão de um leigo na cozinha, no caso eu) é o fato de que o fator “picante” faz parte da comida tailandesa, mas não eclipsa o sabor dos pratos que você come. Na Índia, tem-se a impressão que o tempero sempre se sobressai além do necessário, além de parecer que tudo o que você come tem o mesmo gosto.

Contudo, com o tempo você começa a diferenciar os sabores, os pratos apimentados não parecem tão apimentados assim, os olhos ficam menos marejados quando você come, os lábios ficam menos avermelhados e a garganta menos inchada.

Enfim, tudo isso pra dizer que os nossos primeiros dias foram de adaptação e de certa forma meio insossos dada a pouca variabilidade de nossas refeições.

Isso começou a mudar em nossa penúltima noite na Índia, quando voltamos para Nova Délhi para pegar o avião de volta para o Brasil dois dias depois. Na árdua tentativa do nosso táxi tentar encontrar o nosso hotel, andando pelas estreitas e movimentadas ruas de Karol Bagh (um ótimo lugar para os turistas), a Carol vê um restaurante abarrotado de gringos.

Karol Bagh

Um restaurante abarrotado de gringos significa que:

i) ele é recomendado por um guia de viagens;

ii) provavelmente a comida é menos apimentada.

Assim que achamos o hotel e nos instalamos, corremos para o “Spicy Bar”. Não sei exatamente onde se encaixa o “Bar” nesse caso, visto que essa palavra só é encontrada em estabelecimentos que comercializam exclusivamente bebidas alcoólicas. Decidimos que a nossa dieta até então semi-vegetariana (era parcialmente quebrada em visitas esporádicas ao McDonalds e KFC) seria quebrada definitivamente naquele dia. A viagem já estava acabando e o perigo de adoecer não atrapalharia mais os nossos planos.

Como entrada, o restaurante fornece uma porção de cebolinhas roxas acompanhadas de um molho de erva-doce bastante suave. Um dos pontos mais interessantes do relacionamento entre eu e a Carol é que os dois adoram cebola e comem aos montes quando possível. Dessa forma, o mau-hálito provocado pelas cebolas fica em segundo plano. Além disso, pedimos alguns chapatis (como se fosse um pão sírio, só que menos encorpado) e acatamos a sugestão do dono do lugar e pedimos pão de alho, que revelou-se ser uma das estrelas da noite. A opinião foi unânime de que esse foi o melhor pão de alho que já comemos em nossas vidas com sobras.

Como pratos principais pedimos o Tandoori Chicken, o Kashmiri Curry e arroz para acompanhar o curry. Apesar de ter passado 45 dias na Índia entre 2008 e 2009, a única vez que comi Tandoori Chicken foi em uma pequena cidade da Malásia, país com forte presença indiana. Tandoori significa “feito no tandoor”; tandoor por sua vez é um forno cilíndrico feito de barro. Portanto, Tandoori Chicken é um frango feito no forno cilíndrico de barro. Antes disso ele é marinado em um iogurte temperado com alho, gengibre, pimenta, entre outras especiarias. Depois de assado ele fica com uma coloração bem avermelhada e o sabor é quase impossível de ser descrito de tão bom que é. É forte e ao mesmo tempo suave, sendo que é possível distinguir boa parte dos ingredientes que vão no frango. Quanto ao Kashmiri Curry, nós o pedimos porque estava escrito “everyone’s favourite” no cardápio. E de fato ele é muito bom! Um típico curry de frango, um pouco forte, mas na medida e que casou bem com o arroz que pedimos.

De sobremesa, uma bola de sorvete de coco e gulab jamun, doce conhecidíssimo da dona deste blog e que certamente a fará relembrar dos almoços no indiano da Rua Matias Aires (em frente ao “Grego”) na região da Paulista.

Gulab Jamun: bolinhos embebidos em calda de água de rosas

 O dono do lugar gostou da gente, sugeriu pratos, conversou, ajudou, pediu pra trazer mais cebolas e por fim nos convidou a fazer um tour pela cozinha. Lá, gravamos o cozinheiro fazendo o pão de alho e o curry, além de posarmos para fotos com todos os integrantes da cozinha. Não contente, o simpático senhor de turbante nos levou a outro restaurante da família, o “Aroma Spice”, apresentou o dono e nos ofereceu uma xícara de chai. Para finalizar, uma pitada de sabedoria: ele disse que em primeiro lugar eu tenho de fazer a Carol feliz; depois, Deus(qualquer que seja ele) se encarregaria da minha felicidade. Um belo exemplo da hospitalidade indiana que, infelizmente, acaba sendo sendo dissipada na espessa nuvem de riquixás, poluição e pessoas má-intencionadas que todos os turistas acabam tendo de enfrentar.

 Vamos às contas: uma cerveja (Kingfisher) + Tandoori Chicken (4 pedaços) + Kashmiri  Curry (uma tigela cheia) + arroz (um prato grande) + chapatis + pão de alho + sorvete com gulab jamun = R$ 28 para o casal.”

Para quem se interessou, o tal do restaurante próximo a Av. Paulista é o lactovegetariano de inspiração indiana Gopala Hari ;)

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13 março
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Aventuras (gastronômicas) em Cuba

Viajar é preciso e hoje a terra de Fidel e dos melhores charutos do mundo é o destino que você terá uma palhinha, através da experiência de Debora Aliprandi.

“Nunca pensei em ter um blog… Sempre achei que a disciplina e a criatividade necessárias para deixar tudo sempre atualizado e interessante eram demais pra mim… No entanto, sempre li os blogs de minhas amigas com muita empolgação e admiração… E quando minha querida Tamyris me pediu para escrever um post sobre a minha recente viagem a Cuba,  confesso que fiquei muito feliz, além, é claro, de estar matando a curiosidade de ser blogueira por alguns instantes! Então, meus 15 minutos de fama começam com uma pequena descrição deste lugar tão diferente e curioso que é Cuba!!


Imagine um país onde a internet é proibida, onde os salários de TODOS os cidadãos giram em torno de 15 a 20 dólares por mês, e onde o governo é quem dita todas as regras, penetrando na cabeça e na vida das pessoas com um idealismo impressionante… Mas imagine também um país com as praias mais lindas que você já viu, com uma riqueza cultural incrível, e com um arquipélago riquíssimo formado de vários Cayos, pequenas ilhas pouco habitadas e lindíssimas, no meio do Caribe… Eu diria que, em linhas gerais, isto é Cuba!

E como o foco aqui é culinária, deixa eu contar um pouquinho do que vi e provei de comida por lá… A gastronomia em Cuba é, em alguns aspectos, até que bem parecida com a nossa aqui no Brasil. Eles comem muito arroz com feijão, por exemplo, numa mistura conhecida como “Congri”, uma abreviação exclusivamente cubana para o nome “Moros y Cristianos”, que nada mais é que arroz e feijão vermelho servidos juntos. Este é o acompanhamento para praticamente todos os pratos que você venha a pedir. No hall dos “platos fuertes”, ou pratos principais, há oferta de carne, frango, peixe e muitos frutos do mar, todos com um tempero muito agradável e nada picante. Até as massas e pizzas são boas e variadas. A única coisa que deixa a desejar são as sobremesas. O mais típico é um flan de leche, que eu diria que está a anos luz de distância do nosso bom e velho pudim de leite condensado.

Embora muitas vezes não tão requintados, os restaurantes locais são bons, sendo que o preço de um jantar para casal com entrada compartilhada, prato principal e sobremesa, sem vinho, custa cerca de 50 a 60 CUCs (moeda local, equivalente ao dólar). E se você der sorte, como eu dei, pode até chegar a comer um prato de lagosta por 10 CUCs!  Mas atenção, tudo deve ser pago em dinheiro, pois cartões são raramente aceitos por lá.

Há também em Cuba uma opção muito curiosa que são os chamados “Paladares” – pequenos restaurantes montados dentro das casas de Cubanos, acreditam? Pois é… os preços aí tendem a ser um pouco menores que em restaurantes tradicionais, e a comida é muito caprichada e caseira, além da qualidade ser bastante controlada. Eu estive em um que se chama PISO 15, fica no 15º andar de um prédio residencial em Havana (Calle 15, No. 152, apto. 142). Uma experiência totalmente inusitada, e fantástica!

Enfim, as dicas gastronômicas são muitas, mas resumindo, uma vez em Cuba, não deixe de:

  • Ir comer em um Paladar;
  • Tomar um mojito em “La Bodeguita del Medio”, um bar ultra-badalado no meio do centro histórico de Havana;
  • Jantar, ou até mesmo almoçar na Plaza de la Catedral, onde os restaurantes colocam as mesas no meio da praça e você pode apreciar uma boa música vinda dos artistas locais
 Lá, comemos uma entrada de lagosta com tomates que estava divina:

  • Ir a um show do Buena Vista Social Club. Eles se apresentam na maioria dos dias no Restaurante Café Taberna, que fica na Plaza Vieja, também no centro histórico de Havana. O ingresso custa 50 CUCs por pessoa e inclui o jantar, que foi composto de uma entrada de salada tipo salpicão de macarrão:
 
O prato principal que poderia ser peixe ou carne:

Opção com frango

Peixe

e uma sobremesa que parecia um mousse de chocolate:

Nada muito elaborado, mas um contato bem agradável com a famosa salsa cubana ;

  •  E finalmente, experimentar os famosos charutos cubanos após uma refeição. Segundo a tradição, eles precisam ser acompanhados de rum Havana Club. Lá, o que não vão faltar são drinks com esta bebida: mojito, cuba libre, piña colada, e um brinde a todos!

Ps: para quem se interessar mais sobre a vida e o regime político-econômico-militar de Cuba, fica a dica do blog “Generación Y” (http://www.desdecuba.com/generaciony/), mantido por uma Cubana, mesmo com muita censura e dificuldade. O blog conta com traduções voluntárias para 20 idiomas, e é uma pequena amostra de como a realidade de Cuba chama a atenção de todo o mundo.”

Quem ficou com vontade de fazer as malas agora mesmo, levanta a mão. o/ ;)

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18 janeiro
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Comendo em NYC (como os novaiorquinos)

Vamos falar de coisa boa?  Vamos falar de NYC, babe! :)

Putz, conheço necas do mundo mas sei o quanto meu coração bate MUITO mais forte quando piso em solo nova iorquino.

Estive lá em Dezembro passado, fim de Outono e decorações de Natal. Coisa linda!

Rockefeller Center

Dessa vez pude bater perna por bairros que não passei nem perto na minha primeira viagem para lá – aquela coisa bem marinheiro de primeira viagem baseada em Empire State – Times Square – Etc.

É claro que de todas essas andanças saíram algumas dicas bacanas que poderão ser aproveitadas por quem for viajar para lá e quiser fugir dos Friday´s da vida. Antes de embarcar peguei dicas preciosas com uma amiga que morou lá por 7 anos e, aí sim, fui confiante de me enfiar em lugares excluídos das rotas de turistas. :)

Meu intuito nessa viagem era conhecer a comilança cotidiana dos new yorkers, portanto, os restaurantes estrelados, famosos e tudo mais ficarão para uma próxima.

Um dos primeiros lugares que faz a minha lombriga saltitar só de lembrar é o Pearl Oyster Bar, um bistrôzinho no meio das desconexas ruas de Greenwich Village que serve um DELICIOSO Lobster Roll (lanche de lagosta que é para ser comido de joelhos – $ 28) entre outras delícias do mar.

Mais feliz ainda fiquei quando vi essa montanha de Shoestring Fries no meu prato, ou seja batata palha feita ali, na hora. Crocante, delícia! Viveria só disso!

Pedi ainda uma Torta Crumble de Pêra e Cerejas ($ 9) que estava dos deuses. Pedaços enormes e macios de fruta encharcada de uma calda levemente açucarada. Ai ai…

As charmosas redondezas de Village deveriam ser parada obrigatória para quem gosta de comer bem, ir a barzinhos e encontrar a cada esquina guloseimas diferentes como os sorvetes do PopBar.

Fonte: http://pop-bar.com/

Todos os picolés são feitos artesanalmente com ingredientes frescos e naturais, são inúmeras opções e combinações, sem contar que você pode montar sua própria versão! Adoro!!

Fonte: http://pop-bar.com/

Não pude provar nenhum pra contar história pois estava podre da silva e precisa continuar minha romaria por NY de qualqer jeito. Mas aposto que são maravilhosos!

O melhor é que a probabilidade de você encontrar um brasileiro mala nesse bairro é próxima a zero. Então vá e aproveite como se você fizesse parte do lugar!

Já que o assunto é mar e seus frutos, diria que você DEVE ir ao Carmine´s e, depois de “pescoçar” as paredes para ler os cardápios em forma de quadros pendurados por todo o local, pedir o Shrimp Parmigiana ($ 35.50) que serve tranquilamente 3 pessoas e é tipo o cúmulo da suculência.

Menu na parede. Fonte: dotsconnected.net

Camarões parrudos à milanesa, cobertos com molho de tomate e queijo gratinado. Não me lembro de ter comido tanto camarão de uma só vez na minha vida toda!

O Carmine´s é um restaurante colado na Times Square que me dá a impressão de ser frequentado pelas pessoas que por ali trabalham e que marcam um jantar com os amigos/família após o expediente.

Nessa noite, sentamos ao lado de uma mesa onde estava um senhor com suas filhas e esposa. Tipo uma família que veio do Texas para passear em NY e, desavisados, pediram trocentos pratos gigantes do Carmine´s e, obviamente, viram que não dariam conta do recado.

Resultado? Fomos obrigadas pelo insistente senhorzinho a darmos um fim na salada de espinafre que “estava crescendo” na mesa dele. rs

Aliás, fica a dica: salada de espinafre cru é vida. Depois não digam que eu não avisei que ele é melhor, mais macio e suave do que qualquer outra folha que já estamos carecas de ver todos os dias.

Aí que agora o tema é quitutes no meio da rua. E nesse quesito eu indico a feirinha de orgânicos que acontece no Lincoln Center (GreenMarket at Tucker Square) às quintas e aos sábados – e em muitos outros dias e locais de NY, que você descobre nessa lista aqui.

Fonte: chewingthefat.us.com

A boa lá é você sassaricar entre as barraquinhas de produtores locais e ver o que mais te agrada. Tem de tudo um pouco: ovos orgânicos, pães levain, maple syrup, cidra de maçã, bolos e muffins.

Cidras para todas as intensidades de sede

Cranberries frescas

Pães e bolos orgânicos

E foi nos muffins que eu decidi me jogar. Na verdade em um só, devido ao tamanho jumbo do mesmo:

Muffin de sucrilho integral com uva passa (Raisin Bran)

Caso você viaje para lá nesse comecinho de ano, pode pegar a feirinha (The Holiday Shops) que rola no Bryant Park até 26/Fev e reúne algumas barraquinhas de guloseimas deliciosas.

Uma delas é a Kettle Corn NYC, empresa itinerante que vende pipocas nas mais diversas feiras de NY e  distribui amostras infinitas ao público de suas variedades dessa pipoca que é meio doce, meio salgada.

Tem kettle corn sabor abóbora, cheddar caramelizado, chocolate, eggnog… mas a que eu gosto mesmo é a tradicional e ponto.

Compre um sacão ($ 4 o pequeno, que dá pra uma vida) e vá passear comendo pipocas gordas, crocantes por fora e macias por dentro (sem NENHUM piruá perdido pra contar história).

No mesmo Bryant Park por aquele que pode vir a ser o melhor chocolate quente de NY, na barraquinha de chocolates by Max Brenner – The Bald Man.

Pra você ter uma ideia de quão espesso é esse hot chocolate e não ter que sofrer com uma das minhas péssimas fotos noturnas, dá uma olhada na belezura aí embaixo:

Fonte: sg.openrice.com

Essa é a versão phyna da bebida, que provavelmente foi servida em alguma loja da rede. Portanto, NÃO DEIXE de ir na unidade que fica na 841 Broadway (entre 13th e 14th Streets) e se acabe por lá diante de tantas opções que eles não conseguem levar para o  Bryant Park.

Dê também um pulinho rápido em Little Italy e lá pelo número 100 da Mulberry St. você vai se deparar com um carrinho de cannoli que se chama Cannoli Shack e vende versões não muito cheias de frufrus desse doce italiano que eu amo.

Massinha EXTRA crocante e recheio bem leve e delicado. Bem fora dos padrões americanos de cremosidade que, geralmente, envolvem muita manteiga e pouco sabor.

Aí que miséria pouca nunca é bobagem e como esse já virou um post para formigões, não me custa nada dar mais algumas dicas açucaradas:

Lembra do post sobre os cookies da Levain Bakery que uma amiga fez para o BOCCANERVOSA? Pois então, não bastou só ouvir da boca dela tive que ir lá comer com a minha própria boca aqueles que são tidos como os melhores cookies de NYC. E são!

Inside the cookie. Sinta o drama!!

E aí quando você contar para qualquer new yorker que você é brasileiro e esteve lá eles vão ficar pasmos e te perguntar como você descobriu a Levain – e invadiu um dos poucos territórios frequentados majoritariamente por eles (e por aqueles antenados, hein).

Mas se você quiser viver uma comilança ainda mais típica de NY vá a um Diner tomar café da manhã e se depare com mesas repletas de “locais” comendo antes do trabalho ou antes de deixarem as crianças na escola.

No simplérrimo Evergreen Diner você vai encontrar porções imensas que servem 3 pessoas.

Vá de Panquecas ($8.75) ou French toast ($6.5)  e chegue o mais perto possível de um café da manhã com a cara do dia-a-dia dessa cidade.

Orgia matutina

Ufa! Se sobrar um espacinho vá ao Eataly, o atual queridinho de NYC, e depois vem aqui me contar sobre tudo o que eu perdi por não ter conseguido visitar esse empreendimento que é um misto de mercado, restaurante , sorveteria e tudo mais que você possa imaginar. ;)

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