Archive for the 'Uncategorized' Category

08 maio
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A Virada que deveria ser dos conceitos públicos, isso sim!

A iniciativa Chefs na Rua, pertencente a Virada Cultural 2012, certamente empolgou e levou para o Minhocão um bom número de pessoas que nunca haviam se aventurado anteriormente  em um evento como esse.

Prova inquestionável de que a população ADORA e ANSEIA por comida de rua, principalmente se essa comida lhe proporcionar uma expansão de seus horizontes – como era nesse caso, em que a alta gastronomia apagou fronteiras e foi parar em cima do Minhocão.

A ideia não poderia ser melhor: chefs renomados e bem dispostos a fazer um trabalho diferente daquele que realizam diariamente, espalhando seus talentos entre uma multidão ávida para conhecê-los.

O Minhocão ficou pequeno

Então entra a parte que conseguiu fazer com que o evento se tornasse uma situação de stress agudo tanto para aqueles que cozinhavam quanto para os que se degladiavam nas filas tentando comprar uma ficha ou esperando por seus pratos: a incapacidade do poder público em organizar algo decente e que atenda plenamente ao objetivo definido.

Subestimaram o público interessado em se aproximar de novos formatos culinários, talvez por esse motivo proveram estrutura ÍNFIMA para a montagem das barraquinhas (não haviam pontos de eletricidade suficientes, o que acarretava em problemas de armazenagem e preparação das comidinhas), sequer preocuparam-se com a comunicação durante o evento (placas indicativas, equipe de suporte e informação era algo inexistente por ali) e por fim estabeleceram a logística mais estúpida do mundo ao criarem duas filas para cada barraca: em uma eram vendidos os tíquetes e na outra se aguardava para retirar o prato recém adquirido.

Fato é que as inúmeras filas se emendavam e ninguém sabia onde deveria ficar, muitos pegaram filas erradas por engano e o pior: os tíquetes serviam para TODAS as barracas e, obviamente ninguém estava la para avisar. Bastava comprar a quantidade desejada/estimada uma única vez e evitar toda essa dor de cabeça.

Mais triste ainda era ver de perto chefs e suas equipes ralando duro em condições esdrúxulas e muitos deles pedindo desculpas aos que aguardavam na fila, muitas vezes por horas, e dizendo que infelizmente não puderam levar mais fornos, grills, geladeiras e afins pois não havia ESTRUTURA suficiente. Lastimável!

Não sei qual foi o combinado entre a prefeitura e os chefs quando os convites foram feitos, mas tenho certeza de uma coisa: uma das partes foi enganosa ou a outra é que sofreu com ingenuidade demais.

Todo o ocorrido serviu para que algumas questões fossem levantadas:

Até quando uma megalópole como SP se comportará de maneira amadora e despreocupada ao organizar eventos que não tem interesses políticos por trás e visam tão e somente a difusão da cultura entre uma população carente disso?

Quando é que voltarão a “se dar ao trabalho” de regulamentar a venda de comidas de rua pela cidade? A burocracia e a preguiça da máquina pública veta o acesso de milhões de pessoas a diferentes tipos de gastronomia e impede que trabalhadores bem intencionados se submetam a regularizações/fiscalizações que os possibilitem vender suas produções livremente.

Só para constar: desde 1691 as comidas de rua são legalizados e devidamente controladas em NY, onde os ambulantes pagam taxas, têm uma licença específica e seguem padrões estabelecidos pelo município.  Lá em NY, sabe? Aquele lugar desenvolvido, que atrai zilhões de turistas e com a maior diversidade e oferta de comidas de rua no mundo. ;)

 

26 abril
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Dolce Gusto Genio, a evolução da “multi-cafeteira” caseira

Gostar e saber apreciar café é algo que, na minha opinião, só vem com o tempo e o treino. O que eu sei é que tenho adquirido cada vez mais o costume de tomar café e descobrir o que mais me agrada dentro dessa “seara”.

E um fato já foi esclarecido: ainda não estou preparada para ser plenamente feliz com uma máquina Nespresso (a partir de R$ 395,00) em casa. Café de gente grande, sabe? Super premium, variedades mil, qualidade inegável… mas ainda não para o meu inexperiente bico.

E aí que tem também a Dolce Gusto, uma maquineta mais versátil e que, hoje em dia, oferece 15 tipos de cápsulas que se transformam em bebidinhas diferentes.

Eu que já estava namorando uma Dolce há tempos, fiquei ainda mais motivada quando soube que a versão Genio (a partir de R$ 499,00) foi recentemente lançada.

Diferente das versões anteriores, a Genio é automática e dispensa o controle manual da liberação da água para o preparo das bebidas.

Você pode seguir a indicação impressa na cápsula ou determinar ao seu próprio gosto qual será a quantidade de água utilizada.

Das 15 cápsulas diferentes que eu havia mencionado, 3 são novos sabores lançados há pouco tempo: Chai Latte, Capuccino Skinny e Espresso Barista. Os dois primeiros somente serão vendidos através do site da Dolce Gusto ou em lojas específicas como Sam’s Club e Home&Cook.

Os lançamentos de 2012:

O Chai Latte, mistura indiana de chá preto, leite e especiarias que variam de acordo com o gosto de cada família conta com cardamomo, canela, gengibre e cravo, na versão desenvolvida pela Nestlé.

Ele é bem aromático e traz aquela sensação gostosa de conforto. Ainda mais quando se adiciona ao fundo do copo uma misturinha que não é de deus: 1 colher de leite condensado com 1 de creme de leite. Ai ai..

Chai Latte quase pronto

Já o Espresso Barista é o retorno aquele papo de café para gente grande: mais forte, torrado e potente do que todos os outros espressos da marca.

O Capuccino Skinny, que tem somente 49 calorias, foi totalmente subvertido ao ser incorporado em receitas hiper calóricas e deliciosas criadas pela barista Eliana Relvas, presente no evento organizado pela Nestlé para apresentar as novidades da marca Dolce Gusto.

Umas das que eu mais gostei foi essa aqui ó:

Bolacha Negresco triturada com uma bela camada de ganache de chocolate por cima, que impedia o contato do Capuccino Skinny com os tecos crocantes de bolacha.

Óbvio que eu precisei inventar alguma coisa bem gorda também e lá fui eu trocar o ganache de chocolate por boas colheradas de doce de leite e adicionar algumas raspas de chocolate ao leite por cima de tudo:

E se você pensa que a brincadeira acabou por aí, está enganado. Fiquei tão empolgada com essa história de poder fazer vários cafés, capuccinos e bebidas geladas que fui massacrada pela vontade de ter uma Genio só para mim.

Eis que fui de noite até a loja e trouxe a minha para casa, feliz da vida!

Olha ela aí! :)

10 abril
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Maramiah: ainda é possível comer bem por preços justos em SP

Pratos árabes clássicos, bem servidos e com aquele gostinho de que foi a “vó” quem lhes conferiu o tempero bem balanceado – essa é a proposta que o recém inaugurado Maramiah Arabic Salt & Soul   oferece aos seus clientes.

Algumas outras características, fundadas em preceitos islâmicos, também o diferenciam em meio a tantos outros:

  • É o primeiro restaurante no Brasil a incluir no cardápio pratos tipicamente Palestinos, como a Maqluba – que veremos adiante.
  • Utilizam somente carnes de animais que passaram pelo processo Halal de abate – através da degola Halal, o animal tem a interrupção do fluxo sanguíneo ao cérebro, o que causa morte instantânea e não dá chance para que sejam liberadas toxinas que contaminariam a carne.
  • Carne suína não é utilizada em suas preparações.
  • Estabeleceram parceria com a campanha Não foi Acidente, que tem por intuito alertar e acabar com a impunidade aplicada aos acidentes de trânsito motivados pelo consumo de álcool, e não comercializam nenhum tipo de bebida álcoolica – o que acaba por delinear o público que o frequentará e, certamente, vai aprovar a extensa “carta” de sucos e smoothies oferecidos.
Quando chegar lá, se dirija a uma das aconchegantes tendas instaladas no andar superior:
Como eu já disse, lá os pratos são super fartos (servem pelo menos 3 pessoas) e ao abrir o cardápio pode ser que você, frequentador de outros estabelecimentos em SP, tome um susto: opções que em sua maioria variam de R$ 9,00 a R$ 25,00.
Para começar você pode pedir o Trio de Pastas (R$9,00) composto por babaganuj – que surpreende pela leveza e ausência de acidez que muitas vezes a berinjela confere à pasta, coalhada e homus (à base de grão de bico).

O Kibe Crú( R$ 9,00) , de carne incrivelmente fresca, com certeza foi um dos mais bem preparados que pude provar. Na foto abaixo, logo após o Kibe em sentindo horário: a imensa Esfiha Marroquina (R$ 3,50) recheada de homus e carne moída e massa fininha,  a Kafta Maramiah Arais (R$ 13,00) que definitivamente foi o achado da noite: suculento lanche de kafta frita no pão sírio que é levadio à chapa bem quente até que a carne comece a suar, deixando o pão impregnando de sabor…humm! Na sequência o bom Kibe redondo frito (R$ 14,00) recheado com nozes, amêndoas, cebola e carne moída e por fim a porção de Tabule (R$ 9,00)

Bom também é o Arroz Marroquino com Frango (R$ 21,90), nozes e infinitas amêndoas douradas na manteiga e um aroma de canela que só de lembrar, me faz salivar.

Percebeu que tudo isso já dava para alimentar uma tropa, certo? Mas o prato principal chega agora: a Maqluba (R$ 59,00).

Também conhecida como a Paella Palestina (que pode ser de Frango, Músculo ou Vegetariana), o prato chega à mesa assim, ainda dentro da panela e é “desenformado” na frente dos convidados.

Acompanhada por um molho de coalhada  com iogurte, as panelas guardam dentro de si uma singela montanha de arroz aromático e amanteigado, repleto de rodelas de batatas, couve flor, berinjela e tenros pedaços de carne.

É o tipo da comida que te abraça e faz feliz, diante de tanta simplicidade e sabor reconfortante.

É comida para se fartar e lamber os beiços junto de um bom grupo de amigos. ;)

18 janeiro
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Comendo em NYC (como os novaiorquinos)

Vamos falar de coisa boa?  Vamos falar de NYC, babe! :)

Putz, conheço necas do mundo mas sei o quanto meu coração bate MUITO mais forte quando piso em solo nova iorquino.

Estive lá em Dezembro passado, fim de Outono e decorações de Natal. Coisa linda!

Rockefeller Center

Dessa vez pude bater perna por bairros que não passei nem perto na minha primeira viagem para lá – aquela coisa bem marinheiro de primeira viagem baseada em Empire State – Times Square – Etc.

É claro que de todas essas andanças saíram algumas dicas bacanas que poderão ser aproveitadas por quem for viajar para lá e quiser fugir dos Friday´s da vida. Antes de embarcar peguei dicas preciosas com uma amiga que morou lá por 7 anos e, aí sim, fui confiante de me enfiar em lugares excluídos das rotas de turistas. :)

Meu intuito nessa viagem era conhecer a comilança cotidiana dos new yorkers, portanto, os restaurantes estrelados, famosos e tudo mais ficarão para uma próxima.

Um dos primeiros lugares que faz a minha lombriga saltitar só de lembrar é o Pearl Oyster Bar, um bistrôzinho no meio das desconexas ruas de Greenwich Village que serve um DELICIOSO Lobster Roll (lanche de lagosta que é para ser comido de joelhos – $ 28) entre outras delícias do mar.

Mais feliz ainda fiquei quando vi essa montanha de Shoestring Fries no meu prato, ou seja batata palha feita ali, na hora. Crocante, delícia! Viveria só disso!

Pedi ainda uma Torta Crumble de Pêra e Cerejas ($ 9) que estava dos deuses. Pedaços enormes e macios de fruta encharcada de uma calda levemente açucarada. Ai ai…

As charmosas redondezas de Village deveriam ser parada obrigatória para quem gosta de comer bem, ir a barzinhos e encontrar a cada esquina guloseimas diferentes como os sorvetes do PopBar.

Fonte: http://pop-bar.com/

Todos os picolés são feitos artesanalmente com ingredientes frescos e naturais, são inúmeras opções e combinações, sem contar que você pode montar sua própria versão! Adoro!!

Fonte: http://pop-bar.com/

Não pude provar nenhum pra contar história pois estava podre da silva e precisa continuar minha romaria por NY de qualqer jeito. Mas aposto que são maravilhosos!

O melhor é que a probabilidade de você encontrar um brasileiro mala nesse bairro é próxima a zero. Então vá e aproveite como se você fizesse parte do lugar!

Já que o assunto é mar e seus frutos, diria que você DEVE ir ao Carmine´s e, depois de “pescoçar” as paredes para ler os cardápios em forma de quadros pendurados por todo o local, pedir o Shrimp Parmigiana ($ 35.50) que serve tranquilamente 3 pessoas e é tipo o cúmulo da suculência.

Menu na parede. Fonte: dotsconnected.net

Camarões parrudos à milanesa, cobertos com molho de tomate e queijo gratinado. Não me lembro de ter comido tanto camarão de uma só vez na minha vida toda!

O Carmine´s é um restaurante colado na Times Square que me dá a impressão de ser frequentado pelas pessoas que por ali trabalham e que marcam um jantar com os amigos/família após o expediente.

Nessa noite, sentamos ao lado de uma mesa onde estava um senhor com suas filhas e esposa. Tipo uma família que veio do Texas para passear em NY e, desavisados, pediram trocentos pratos gigantes do Carmine´s e, obviamente, viram que não dariam conta do recado.

Resultado? Fomos obrigadas pelo insistente senhorzinho a darmos um fim na salada de espinafre que “estava crescendo” na mesa dele. rs

Aliás, fica a dica: salada de espinafre cru é vida. Depois não digam que eu não avisei que ele é melhor, mais macio e suave do que qualquer outra folha que já estamos carecas de ver todos os dias.

Aí que agora o tema é quitutes no meio da rua. E nesse quesito eu indico a feirinha de orgânicos que acontece no Lincoln Center (GreenMarket at Tucker Square) às quintas e aos sábados – e em muitos outros dias e locais de NY, que você descobre nessa lista aqui.

Fonte: chewingthefat.us.com

A boa lá é você sassaricar entre as barraquinhas de produtores locais e ver o que mais te agrada. Tem de tudo um pouco: ovos orgânicos, pães levain, maple syrup, cidra de maçã, bolos e muffins.

Cidras para todas as intensidades de sede

Cranberries frescas

Pães e bolos orgânicos

E foi nos muffins que eu decidi me jogar. Na verdade em um só, devido ao tamanho jumbo do mesmo:

Muffin de sucrilho integral com uva passa (Raisin Bran)

Caso você viaje para lá nesse comecinho de ano, pode pegar a feirinha (The Holiday Shops) que rola no Bryant Park até 26/Fev e reúne algumas barraquinhas de guloseimas deliciosas.

Uma delas é a Kettle Corn NYC, empresa itinerante que vende pipocas nas mais diversas feiras de NY e  distribui amostras infinitas ao público de suas variedades dessa pipoca que é meio doce, meio salgada.

Tem kettle corn sabor abóbora, cheddar caramelizado, chocolate, eggnog… mas a que eu gosto mesmo é a tradicional e ponto.

Compre um sacão ($ 4 o pequeno, que dá pra uma vida) e vá passear comendo pipocas gordas, crocantes por fora e macias por dentro (sem NENHUM piruá perdido pra contar história).

No mesmo Bryant Park por aquele que pode vir a ser o melhor chocolate quente de NY, na barraquinha de chocolates by Max Brenner – The Bald Man.

Pra você ter uma ideia de quão espesso é esse hot chocolate e não ter que sofrer com uma das minhas péssimas fotos noturnas, dá uma olhada na belezura aí embaixo:

Fonte: sg.openrice.com

Essa é a versão phyna da bebida, que provavelmente foi servida em alguma loja da rede. Portanto, NÃO DEIXE de ir na unidade que fica na 841 Broadway (entre 13th e 14th Streets) e se acabe por lá diante de tantas opções que eles não conseguem levar para o  Bryant Park.

Dê também um pulinho rápido em Little Italy e lá pelo número 100 da Mulberry St. você vai se deparar com um carrinho de cannoli que se chama Cannoli Shack e vende versões não muito cheias de frufrus desse doce italiano que eu amo.

Massinha EXTRA crocante e recheio bem leve e delicado. Bem fora dos padrões americanos de cremosidade que, geralmente, envolvem muita manteiga e pouco sabor.

Aí que miséria pouca nunca é bobagem e como esse já virou um post para formigões, não me custa nada dar mais algumas dicas açucaradas:

Lembra do post sobre os cookies da Levain Bakery que uma amiga fez para o BOCCANERVOSA? Pois então, não bastou só ouvir da boca dela tive que ir lá comer com a minha própria boca aqueles que são tidos como os melhores cookies de NYC. E são!

Inside the cookie. Sinta o drama!!

E aí quando você contar para qualquer new yorker que você é brasileiro e esteve lá eles vão ficar pasmos e te perguntar como você descobriu a Levain – e invadiu um dos poucos territórios frequentados majoritariamente por eles (e por aqueles antenados, hein).

Mas se você quiser viver uma comilança ainda mais típica de NY vá a um Diner tomar café da manhã e se depare com mesas repletas de “locais” comendo antes do trabalho ou antes de deixarem as crianças na escola.

No simplérrimo Evergreen Diner você vai encontrar porções imensas que servem 3 pessoas.

Vá de Panquecas ($8.75) ou French toast ($6.5)  e chegue o mais perto possível de um café da manhã com a cara do dia-a-dia dessa cidade.

Orgia matutina

Ufa! Se sobrar um espacinho vá ao Eataly, o atual queridinho de NYC, e depois vem aqui me contar sobre tudo o que eu perdi por não ter conseguido visitar esse empreendimento que é um misto de mercado, restaurante , sorveteria e tudo mais que você possa imaginar. ;)

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13 janeiro
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Spago, o irmão Nova Iorquino do Zena.

Quem conhece o Zena Caffe - reino das focaccias mais maravilhosas do planeta e do Spritz Ice que eu tanto amo- e segue o chef Carlos Bertolazzi no Twitter (@CaBertolazzi) deve ter acompanhado a aflição da espera pela inauguração da nova cantina ítalo- americana que eu fui, finalmente, conhecer: o Spago.

A verdade é que Bertolazzi soube como ninguém instigar muito bem todos os seus followers a cada post de fotos que mostraram desde a construção da aconchegante casa de tijolinhos, pé direito alto e muito verde até aquelas em que revelava os testes de alguns pratos que entrariam no cardápio.

Se a intenção era criar uma lombriga imensa no povo, ele conseguiu – pelo menos na BOCCANERVOSA aqui.

Logo de cara é possível enumerar 3 fortes características do Spago:

1- O cardápio conciso não deixa ninguém triste diante de suficientes e tentadoras opções

2- O ambiente é lindo, acolhedor e parece ter sido planejado nos mínimos detalhes – até mesmo a gostosa trilha sonora italiana que ecoa de alto falantes high end faz a diferença.

3- A noite é impossível tirar fotos de qualidade na luz baixa que domina a casa, portanto agradeço desde já a todas as fontes das quais peguei a maioria das fotos “emprestadas”…rs

Enfim… em posse do cardápio você realmente se sente em NY escolhendo entre um Spaghetti Meatballs, um Chicken Marsala ou uma salada repleta de recheios (como os americanos adoram).

A lombriga quase pulou para fora da boca e escolhemos as Fried Calamari (R$ 21,00) e uma Caesar Salad (R$ 26,00):

Na ótima (só que ao contrário) foto acima você vê que deus existe e a prova disso são essas lulas divinas. Não consegui nem lembrar que precisava tirar uma foto e fomos logo atacando os gorduchos anéis de lula em seu ponto de maciez mais perfeito e  empanados em alguma farinha que, creio eu, levava um toque de queijo ralado. Ponto também para o molho tártaro, que eu odeio, e consegui amar na versão feita pelo Spago – suave, maravilhosa.

A Caesar talvez fosse a maior prova da influência nova iorquina no cardápio: molho abundante e potente em sabor. Bem a cara dos americanos que  conseguem transformar até jiló em algo delicioso se regado com seus molhos para salada.

Gostei porque sou exagerada, mas talvez quem curte uma coisa mais leve e delicada não entenda a necessidade de tanto molho/sabor envolvendo as folhas.

A foto da Caesar eu não achei em nenhum outro lugar, então vai a minha pobre coitada mesmo:

oi, quedê foco?

Entre os pratos principais existem alguns que são, digamos, as meninas dos olhos da casa. E um deles é o Chicken alla Scarpariello (R$32,00) que significa Frango a Sapateiro e vem servido de modo bastante rústico, a começar pelo corte da carne: um pedaço de peito com osso e tudo.

Delicioso o purê de batatas grosseiramente amassadas e bem caprichado no alho, que dava uma quebrada na ardidinha farofa de calabresa com tomate. Acompanhando o frango também vinham finíssimas rodelas de cebola caramelizada – oh Lord, pq não me mandam um prato cheio só daquilo?

A verdade é que os acompanhamentos casavam muito bem entre si, o doce da cebola com a pimenta da calabresa e o conforto da batata mas…meu frango estava consideravelmente seco. Lamentavelmente seco, eu diria…

O outro prato escolhido naquela noite foi um Spaghetti Alfredo, que o marido tanto ama.

Foto "cedida" pelo chef ;)

Massa PERFEITAMENTE no ponto que até parecia de mentira. Se me pedissem para dar um exemplo de sucesso no cozimento de uma buona pasta, seria esse macarrão. Repleto de (agora sim) tenros pedaços de frango e molho que cumpria seu papel, mas não empolgava. Faltou personalidade ao molho, ou então era saudades da mão do Chef.

Como eu já esperava não ia rolar pegar a bolsa e me mandar antes de provar as sobremesas pelas quais eu tanto babei vendo fotos no Instagram.

Pedi logo duas e que se dane o regime: Banoffee Pie e Nutella Crunchy Tart (R$ 14,00 cada)

Intensa, aveludada e com sabor pronunciado de avelã, que dá um toque muito mais sofisticado à sobremesa.

E a minha preferida, a Banoffee Pie: torta de banana, doce de leite e chantilly… que veio congelada. :(

O ideal é que ela tivesse vindo “fofa” desse jeito aqui ó:

Foto by Ferraro Jr http://blogquedelicia.com/

Apesar desse pequeno descuido, todo o potencial estava lá. E olha, vou te contar: banana com caramelo nunca foi tão bom!

No fim das contas, o Spago se mostrou digno de muitos repetecos, principalmente pelo bom custo-benefício dos pratos e qualidade dos ingredientes.

As falhas que eu citei aqui me parecem ser sinais de uma cozinha que ainda precisa ser mais afinada e, a julgar pelo desempenho de Bertolazzi no Zena, com certeza será! ;)

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