Comendo em NYC (como os novaiorquinos)
Vamos falar de coisa boa? Vamos falar de NYC, babe!
Putz, conheço necas do mundo mas sei o quanto meu coração bate MUITO mais forte quando piso em solo nova iorquino.
Estive lá em Dezembro passado, fim de Outono e decorações de Natal. Coisa linda!
Dessa vez pude bater perna por bairros que não passei nem perto na minha primeira viagem para lá – aquela coisa bem marinheiro de primeira viagem baseada em Empire State – Times Square – Etc.
É claro que de todas essas andanças saíram algumas dicas bacanas que poderão ser aproveitadas por quem for viajar para lá e quiser fugir dos Friday´s da vida. Antes de embarcar peguei dicas preciosas com uma amiga que morou lá por 7 anos e, aí sim, fui confiante de me enfiar em lugares excluídos das rotas de turistas.
Meu intuito nessa viagem era conhecer a comilança cotidiana dos new yorkers, portanto, os restaurantes estrelados, famosos e tudo mais ficarão para uma próxima.
Um dos primeiros lugares que faz a minha lombriga saltitar só de lembrar é o Pearl Oyster Bar, um bistrôzinho no meio das desconexas ruas de Greenwich Village que serve um DELICIOSO Lobster Roll (lanche de lagosta que é para ser comido de joelhos – $ 28) entre outras delícias do mar.
Mais feliz ainda fiquei quando vi essa montanha de Shoestring Fries no meu prato, ou seja batata palha feita ali, na hora. Crocante, delícia! Viveria só disso!
Pedi ainda uma Torta Crumble de Pêra e Cerejas ($ 9) que estava dos deuses. Pedaços enormes e macios de fruta encharcada de uma calda levemente açucarada. Ai ai…
As charmosas redondezas de Village deveriam ser parada obrigatória para quem gosta de comer bem, ir a barzinhos e encontrar a cada esquina guloseimas diferentes como os sorvetes do PopBar.
Todos os picolés são feitos artesanalmente com ingredientes frescos e naturais, são inúmeras opções e combinações, sem contar que você pode montar sua própria versão! Adoro!!
Não pude provar nenhum pra contar história pois estava podre da silva e precisa continuar minha romaria por NY de qualqer jeito. Mas aposto que são maravilhosos!
O melhor é que a probabilidade de você encontrar um brasileiro mala nesse bairro é próxima a zero. Então vá e aproveite como se você fizesse parte do lugar!
Já que o assunto é mar e seus frutos, diria que você DEVE ir ao Carmine´s e, depois de “pescoçar” as paredes para ler os cardápios em forma de quadros pendurados por todo o local, pedir o Shrimp Parmigiana ($ 35.50) que serve tranquilamente 3 pessoas e é tipo o cúmulo da suculência.
Camarões parrudos à milanesa, cobertos com molho de tomate e queijo gratinado. Não me lembro de ter comido tanto camarão de uma só vez na minha vida toda!
O Carmine´s é um restaurante colado na Times Square que me dá a impressão de ser frequentado pelas pessoas que por ali trabalham e que marcam um jantar com os amigos/família após o expediente.
Nessa noite, sentamos ao lado de uma mesa onde estava um senhor com suas filhas e esposa. Tipo uma família que veio do Texas para passear em NY e, desavisados, pediram trocentos pratos gigantes do Carmine´s e, obviamente, viram que não dariam conta do recado.
Resultado? Fomos obrigadas pelo insistente senhorzinho a darmos um fim na salada de espinafre que “estava crescendo” na mesa dele. rs
Aliás, fica a dica: salada de espinafre cru é vida. Depois não digam que eu não avisei que ele é melhor, mais macio e suave do que qualquer outra folha que já estamos carecas de ver todos os dias.
Aí que agora o tema é quitutes no meio da rua. E nesse quesito eu indico a feirinha de orgânicos que acontece no Lincoln Center (GreenMarket at Tucker Square) às quintas e aos sábados – e em muitos outros dias e locais de NY, que você descobre nessa lista aqui.
A boa lá é você sassaricar entre as barraquinhas de produtores locais e ver o que mais te agrada. Tem de tudo um pouco: ovos orgânicos, pães levain, maple syrup, cidra de maçã, bolos e muffins.
E foi nos muffins que eu decidi me jogar. Na verdade em um só, devido ao tamanho jumbo do mesmo:
Caso você viaje para lá nesse comecinho de ano, pode pegar a feirinha (The Holiday Shops) que rola no Bryant Park até 26/Fev e reúne algumas barraquinhas de guloseimas deliciosas.
Uma delas é a Kettle Corn NYC, empresa itinerante que vende pipocas nas mais diversas feiras de NY e distribui amostras infinitas ao público de suas variedades dessa pipoca que é meio doce, meio salgada.
Tem kettle corn sabor abóbora, cheddar caramelizado, chocolate, eggnog… mas a que eu gosto mesmo é a tradicional e ponto.
Compre um sacão ($ 4 o pequeno, que dá pra uma vida) e vá passear comendo pipocas gordas, crocantes por fora e macias por dentro (sem NENHUM piruá perdido pra contar história).
No mesmo Bryant Park por aquele que pode vir a ser o melhor chocolate quente de NY, na barraquinha de chocolates by Max Brenner – The Bald Man.
Pra você ter uma ideia de quão espesso é esse hot chocolate e não ter que sofrer com uma das minhas péssimas fotos noturnas, dá uma olhada na belezura aí embaixo:
Essa é a versão phyna da bebida, que provavelmente foi servida em alguma loja da rede. Portanto, NÃO DEIXE de ir na unidade que fica na 841 Broadway (entre 13th e 14th Streets) e se acabe por lá diante de tantas opções que eles não conseguem levar para o Bryant Park.
Dê também um pulinho rápido em Little Italy e lá pelo número 100 da Mulberry St. você vai se deparar com um carrinho de cannoli que se chama Cannoli Shack e vende versões não muito cheias de frufrus desse doce italiano que eu amo.
Massinha EXTRA crocante e recheio bem leve e delicado. Bem fora dos padrões americanos de cremosidade que, geralmente, envolvem muita manteiga e pouco sabor.
Aí que miséria pouca nunca é bobagem e como esse já virou um post para formigões, não me custa nada dar mais algumas dicas açucaradas:
Lembra do post sobre os cookies da Levain Bakery que uma amiga fez para o BOCCANERVOSA? Pois então, não bastou só ouvir da boca dela tive que ir lá comer com a minha própria boca aqueles que são tidos como os melhores cookies de NYC. E são!
E aí quando você contar para qualquer new yorker que você é brasileiro e esteve lá eles vão ficar pasmos e te perguntar como você descobriu a Levain – e invadiu um dos poucos territórios frequentados majoritariamente por eles (e por aqueles antenados, hein).
Mas se você quiser viver uma comilança ainda mais típica de NY vá a um Diner tomar café da manhã e se depare com mesas repletas de “locais” comendo antes do trabalho ou antes de deixarem as crianças na escola.
No simplérrimo Evergreen Diner você vai encontrar porções imensas que servem 3 pessoas.
Vá de Panquecas ($8.75) ou French toast ($6.5) e chegue o mais perto possível de um café da manhã com a cara do dia-a-dia dessa cidade.
Ufa! Se sobrar um espacinho vá ao Eataly, o atual queridinho de NYC, e depois vem aqui me contar sobre tudo o que eu perdi por não ter conseguido visitar esse empreendimento que é um misto de mercado, restaurante , sorveteria e tudo mais que você possa imaginar.
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