28 fevereiro
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Suki-Shabu? O Rangetsu of Tokyo tem!

Poucas mesas, nada de placa na porta, ambiente acolhedor e um público predominantemente japa e disposto a gastar um singelo montante pelos itens do cardápio. Rapidamente foram essas as impressões que eu tive ao entrar no pequeno salão e escolher uma mesa colada ao  jardim japonês do outro lado da janela, para então dar uma olhada no cardápio.

O Rangetsu é a uma filial de um tradicional restaurante de Tóquio que antes de abrir a casa em SP, há mais de 10 anos, estava presente unicamente nos Estados Unidos.

Grande parte de sua fama se deve aos pratos feitos com carne de gado wagyu, o famoso kobe beef. Sabe aqueles bois japoneses que são tratados a pão de ló, recebem massagens e bebem cerveja? Então… tudo isso para que produzam umas das mais caras carnes do mundo,  espetacularmente macia e entremeada de gordura – o que a torna suculenta em um nível estratosférico.

E naquela noite eu estava lá para conhecer, junto com a CrisKimi do Snack in Box, um novo menu fechado que estará no cardápio somente no mês de Março, o Suki-Shabu Course (R$ 110,00) composto por 4 pratos, 1 sobremesa e uma cerveja Kirin.

Dispensei a Kirin e pedi um shot de sangria feita com sakê. Bem suave, delicinha.

A primeira etapa do menu são essas três entradinhas frias:

Do topo para o sentido horário: Costela de Porco Negro, Lulas com Legumes e Conserva de Raiz de Lótus.

Tirando a conserva de Lula, que estava extremamente ácida, os outros dois me fizeram querer pedir mais. A carne do porco negro, ligeiramente mais adocicada que aquela que estamos acostumados, e a raiz de lótus, levemente apimentada, faziam uma dupla bacana.

Na sequência trouxeram o delicioso Katsu feito com gordos cubos atum empanados em legumes. Ótima fritura, casquinha crocante e interior macio.

Então foi a vez do trio de sahimis que começava com Roll de garoupa com broto de nabo e molho de pimenta vermelha, passava para Buri (olho de boi) selado com vinagrete de nabo ralado, limão siciliano, tomate e afins e terminava com Lula strings temperada com shisso

O buri maçaricado levou a melhor entre os três. Confesso que não gostei muito da lula, mas sei que a culpa era do tal do shissô que tem um sabor bem enjoativo no sentido pleno da palavra.

Depois desse trio começam a chegar à mesa os itens que o simpaticíssimo chef da casa, Nobuo Kuko, utiliza para preparar o Suki Shabu, esse mix de Sukiyaki com Shabu Shabu, que se diferencia essencialmente dos dois pelo sabor mais agridoce do caldo utilizado para cozinhar as lâminas de Kobe Beef

Os "temperos" que dão sabor ao caldo

Chef em ação

Kobe Beef prontinho para cair no caldo.

Aí o esquema é o seguinte: o chef incorpora todos os itens que vão dar vida ao caldo deliciosamente agridoce, quando tudo aquilo estiver em ebulição cada um coloca seu kobe beef para cozinhar ligeiramente dentro da panela e os mais “ousados”  mergulham o bifinho de kobe recém saído do caldo nesse ovo cru que o próprio cliente bate ali na mesa.

Digo “ousado” porque comer ovo crú não é um hábito muito comum entre a maioria das pessoas (e o negócio é FORTE), mas diga-se de passagem esse ovinho batido dá um up no prato.

A combinação do Kobe Beef – excelente por si só – cozido no caldo ultra aromático e saboroso, molhado nesse ovo é sensacional! Sabor marcante, complexo e levemente adocicado…dá até água na boca de lembrar!

Uma tradicionalíssima Gelatina kanten (a base de algas) repleta de frutas tropicais finaliza a sequência de pratos:

Sinceridade? Não é nem de longe o que mais me agrada para fechar um jantar, mas considerando que eu já estava quase em coma alimentar depois de comermos tão bem…uma gelatininha sem graça não fez diferença nenhuma na minha felicidade!  ;)

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21 julho
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Hiro: kaiten sushi é só um detalhe da casa.

Quem passa por aqui sabe bem o quanto eu amo um bom rodízio japonês. Sim, eu tenho pensamento de gorda e adoro poder comer o quanto eu quiser, o que eu quiser, quantas mil vezes eu aguentar. Então, raramente visito japoneses a la carte.

Agora que conheço o Hiro, preciso repensar esse costume.

Com 3 unidades em Shoppings de SP, o Hiro lançou há pouco tempo seu cardápio de inverno e foi atrás de um dos pratos desse novo cardápio que eu cheguei lá: o Tchampon, que será relatado mais para frente.

Comecemos pelas entradinhas – que de “inhas” não tinham nada:

Esse aí de cima é o Yurinti (R$ 27,00), filé de frango suculento levemente empanado e servido com molho apimentado de gengibre. O molho era um tico além do que eu costumo suportar quando se trata de pimenta, mas o frango estava tão úmido, macio e saboroso que eu fiquei lá lutando contra a minha fraqueza.

Aí como eu e meu namorado somos apaixonados por lula, enfiamos o pé na jaca e pedimos logo o Shimeji com Lula (R$ 31,00) e uma porção de Ika Fried (R$ 27,00).

Lulas gordinhas e macias acompanhando a porção de shimeji feita em um molho bem leve, que inclusive não chega a envolver o cogumelo. Acho que até prefiro assim do que molhos mais encorpados.

Anéis de lula empanados na farinha panko, acompanhados de molho tonkatsu.  Crocância elevada a décima potência!!!! A lula que já é de uma ótima qualidade, ficou ainda melhor nessa versão. Aliás qualquer coisa empanada com farinha panko fica irresistível!

Para não perdermos a viagem, pedimos um combinadinho para uma pessoa que incluía sushi de ovas.

Sashimis de peixes ultra frescos fatiados com esmero e arroz BEM ao estilo japonês. Sabe quando ele fica até um pouco azedinho e mega master grudento? Então, era assim..

Ponto mais que positivo para o Salmão skin que estava exemplar. Não veio torrado, nem ressecado: notava-se claramente a divisão de pele e da fina camada de carne do peixe, ambos grelhados sutilmente.

Depois de toda essa comilança chega a mesa o prato que nos levou até lá:

Tchampon

Esse ensopado, cujo nome em japonês significa “mistura”,  leva macarrão lámen, frutos do mar, carne de porco, legumes, shiitake, kamaboko e temperos como cebolinha e gengibre.

Eita mistura boa, sô! Achei bem parecido com um yakissoba, só que sem molho a base de shoyu  e nesse caso, hiper recheado e mais variado nos itens que o compõe.

E o tamanho dessa tigela que aquela altura do jantar já parecia maior do que a realidade? Dizem que serve uma pessoa (R$ 36,00), caso essa pessoa vá até lá para comer unica e exclusivamente isso. O negócio é grande mesmo!

Para finalizar (o que já devia estar finalizado, diante de tanta fartura) pedi o Shot de 3 sorbets (R$14,00) nos sabores saquê, amora e limão.

O de saquê me surpreendeu muito por ser leve e bem refrescante, não parecia nem feito a base de bebida alcoólica mas mantinha ali guardado o sabor do saquê. A versão de amora era mais cremosa e adocicada. Já a de limão, meu deus do céu, alguém avisa o fornecedor desses sorvetes que ele não pode comercializar nada tão ácido.  Retorci minha cara toda e quase cai uma lágrima quando provei uma única colher desse sorbetzinho potente. Fica a dica para pesarem menos a mão!

O Hiro tem opções bem interessantes de sobremesas – que fogem dos cansativos petit gateaus da vida –  entre elas os ousados sorvetes de Chá Verde com Azuki e 70% cacau com wasabi (R$ 13,00).

Além de todos os predicados acima, o Hiro é ainda um “kaiten sushi”, daqueles que você se senta em um balcão na frente dos sushimen e diversos pratinhos com delícias preparadas ali mesmo desfilam na sua frente em cima de uma esteira rolante. Como eu fui em dia de semana o movimento da esteira estava meio fraco, mas volto lá para mais essa experiência.

Sem contar a decoração minimalista e agradável do salão, coroada por esse peixão de origami que  recepciona, lá do teto, os clientes. ;)

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22 junho
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Kampai, um brinde às “boas lula”

Quem aí conhece rodízio japonês que inclua frutos do mar dentre as opções oferecidas?

Aposto que fica difícil lembrar de algum sem ter que queimar a cuca. Eu não conhecia nenhum (incluem-se aqui os rodízios “mortais”, que não ultrapassam os R$55,00 por cabeça)  até ir visitar o Kampai de Moema.

A primeira impressão que tive ao entrar nele foi a seguinte: “Humm, que lugar novinho e limpo”. Essa é uma referência que dificilmente se tem de qualquer restaurante japonês. Geralmente eles tem aquela “aura” de peixe pairando pelo ar e uma decoração que não é renovada há décadas.

Vista (super embaçada) do balcão dos sushimen

Fomos de festival (R$ 53,00 por pessoa no jantar)  para poder provar um pouco de tudo que a casa oferece – sem contar que a la carte em restaurante japonês é suicídio financeiro dependendo do quanto se come.

Começamos a noite com temakis feitos no capricho, super recheados envoltos em algas que chegaram a mesa ainda bem crocantes. O meu foi customizado e pedi camarão com shimeji e molho tarê. O do namorado era o tradicionalzão de salmão temperado.

O que eu mais gostei no meu é que os camarões vêm cortados em pequenos pedaços e distribuídos por todo o cone, o que facilita muito mais do que aqueles 3 ou 4 camarões inteiro centralizados no temaki como vemos por aí.

O próximo item que chegou a mesa foi a chapinha de shimeji, muito bem temperado com um molho equilibrado e que pendia mais para um sabor de “refogado c/ cebola e alho” do que de shoyu – o que muito me agrada!

Em seguida vieram as guiozas e camarões/lulas empanados em farinha panko.

E aqui temos alguns pontos a ressaltar:

  • Continuo achando que restaurantes japoneses (e todos os demais) deveriam banir pratos ornados/apresentados com alface. Isso dá uma empobrecida gigante até no mais refinado dos pratos, na minha opinião. Existem maneiras muito mais simples e bonitas de se montar um prato, além de economizar as pobres alfaces.
  • Apesar de serem frituras, e isso automaticamente implicar em muita gordice, as do Kampai estavam bem sequinhas e crocantes.
  • Os camarões e as lulas estavam super tenros e no ponto certo de cozimento. Ponto para o Kampai!!!
Como eu sempre digo, miséria pouca é bobagem. Pedimos então uma porçãozinha de tempura kakiague – aquele que é feito com tiras fininhas de legumes.
O kakiague de lá tinha muito potencial para ser delicioso, pois vem em “formato aperitivo” e não do tamanho de um leque espanhol. Mas aí o Kampai não foi feliz e o que recebi na mesa foi uma porção meio murcha e um pouco engordurada demais. Uma pena!
Para compensar esse ponto ligeiramente baixo do jantar, recebemos nosso combinado de sushis e sashimis e em seguida o prato que eu mais amei por lá:
Gostei bastante de ver que os peixes brancos foram servidos em fatias beeem fininhas  (na foto não dá para ver direito pois estavam inclinados sobre A ALFACE ) e que estavam todos muito frescos.
O outro prato fica para daqui a pouco. No mais, eu acho que o rodízio do Kampai atende muito bem as expectativas de quem busca itens de qualidade e pratos preparados com cuidado, mas senti falta de mais opções quentes no cardápio (no festival estão inclusos Yakissoba e 2 tipos de Tepan). O que com certeza atrai muito mais aqueles clientes em potencial que ainda não caíram de amores pelo peixe cru e gohan.
Agora, gente…o gran finale! Quando eu já estava quase rolando de tão satisfeita, chegam a mesa essas lulas DELICIOSAS:
Tive vontade de “abraçar” elas de tão macias, saborosas e lindas que eram. AMEI!

Se eu tivesse a responsabilidade de escolher um prato “carro chefe” para o Kampai, definitivamente, seriam elas. ;)

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